Em jogo de quatro gols, Brusque e Marcílio ficam no empate no Augusto Bauer

Marreco teve chances de vencer a partida, mas sofreu o empate em pênalti polêmico para o adversário

Em jogo de quatro gols, Brusque e Marcílio ficam no empate no Augusto Bauer

Marreco teve chances de vencer a partida, mas sofreu o empate em pênalti polêmico para o adversário

Brusque e Marcílio Dias fizeram um clássico disputado no Augusto Bauer. O campo encharcado, resultado da chuva que caiu na cidade durante a tarde, fez com que as equipes tivessem dificuldades para armar jogadas. Mesmo assim, quem compareceu ao estádio pôde ver uma grande partida. 
As duas torcidas fizeram uma grande festa nas arquibancadas. O destaque negativo foi a atuação do árbitro Leandro Messina Perrone, muito criticado por torcedores, dirigentes e comissão técnica do Marreco após o empate em 2 a 2, gols de Eydison e Saraiva para o Brusque, e de Patrick e Rodrigo Jesus, para o Marinheiro.
O jogo 
Logo no primeiro lance do jogo, Saraiva chutou forte de fora da área e mostrou o cartão de visitas ao goleiro Silvio. O Marcílio respondeu aos quatro minutos. André Luiz cobrou falta pela esquerda, a bola desviou na zaga e passou perto da meta de Rodolpho.
O jogo seguiu equilibrado até os 15 minutos, com o Brusque avançando mais, enquanto o Marinheiro optava pelos contra-ataques. Apesar de tomar a iniciativa da partida, o Marreco insistia nas jogas pelo meio, mas se deparava com a defesa bem postada do adversário.
O Brusque abriu o placar em uma das poucas vezes que tentou pela ponta. Após cobrança de lateral, Serginho acionou Eydison próximo a entrada da área. O atacante chutou forte, cruzado, sem chances para o goleiro do Marinheiro. 
Galeria
O Marcílio Dias começou a levar mais perigo à meta de Rodolpho a partir dos 30 minutos. Vendo o crescimento do adversário, Perrô pediu o toque rápido, enquanto os jogadores insistiam em carregar a bola.
Aos 33 minutos, o time de Itajaí iniciou uma pressão. Primeiro André Luiz chutou da entrada da área, mas Alexandre Carvalho esticou o pé e evitou o empate do adversário.
Na sequência da jogada, em bola invertida no ataque Marinheiro, Rodolpho fez boa defesa até que a zaga afastou. No contra-ataque, Eydison ganhou do marcador e chegou a fazer o segundo do Brusque, mas a arbitragem deu falta no jogador adversário, que aparentemente escorregou no campo molhado. Os torcedores reclamaram com o assistente da partida, achando que o auxiliar havia marcado impedimento.
A bronca aumentou quando o Marinheiro empatou logo depois da jogada. No momento em que o técnico Paulo Turra fazia a primeira substituição no Marcílio Dias, Patrick chutou de fora da área, a bola desviou na zaga do Marreco e encobriu o goleiro Rodolpho. 
O primeiro pênalti reclamado pelo Brusque foi aos 40 minutos. Em disputa de bola entre Edimar e Eydison, na linha da grande área, o jogador foi puxado, mas a arbitragem mandou seguir. O Marcílio quase ampliou após o lance.  Rodolpho saiu e não achou nada, e Edimar, sozinho, cabeceou para fora. 
Brusque abre vantagem, mas sofre empate em pênalti polêmico
O Brusque voltou para o segundo tempo melhor do que o Marcílio Dias e teve oportunidade de sair na frente do placar logo no início da etapa. Eydison perdeu um gol sozinho aos três minutos. Fabinho perdeu outro de cabeça, aos sete.

Aos 12 minutos, dois jogadores do Brusque cairam dentro da área após receberem toques da zaga do Marcílio. O segundo deles era Eydison, que reclamou muito com a arbitragem junto com os demais atletas e comissão técnica.
O Marreco chegou ao segundo gol um minuto depois. Thiago Ferreira fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro. Silvio se atrapalhou, e Saraiva completou para as redes. O Marcílio foi buscar o placar e quase empatou aos 20 minutos. Rodrigo Jesus, que tinha acabado de entrar, saiu na cara de Rodolpho, o atacante chutou no canto, o goleiro defendeu antes de a bola tocar na trave. Na sequência, a bola voltou para o jogador, que perdeu novamente, desta vez acertando o travessão do goleiro brusquense.
O Marinheiro insistiu e chegou ao empate três minutos depois. Em jogada confusa na área, Rodolpho ficou com a bola, mas o árbitro anotou pênalti de João Paulo em lance de disputa de bola. Rodrigo Jesus foi para cobrança e empatou.

O Brusque sentiu o gol e quase sofreu a virada aos 29, quando Rodolpho se jogou nos pés de Rodrigo Jesus antes da conclusão do atacante. Aos 40, em jogada na área, o Marreco reclamou de mais um pênalti, depois de a bola bater no braço de Xipote.
A última chance clara de gol foi do Marinheiro. Em contra-ataque rápido, Rodrigo Jesus recebeu livre na direita, mas Rodolpho salvou.
Revoltada com a arbitragem, a torcida do Marreco permaneceu no estádio mesmo com o fim da partida. Os principais alvos do protesto eram o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto e seu filho, o ‘Delfinzinho’, que estava presente no setor social, nas cabines do estádio. Os torcedores só saíram do local após a chegada da Polícia Militar.
Confira a reportagem completa na edição impressa do MDD desta segunda-feira, 17 de junho.
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