Em meio à polêmica, Paysandú desiste de competir Amador

Desentendimento entre dirigentes do alviverde resulta na desistência do time contra a vontade dos atletas

Em meio à polêmica, Paysandú desiste de competir Amador

Desentendimento entre dirigentes do alviverde resulta na desistência do time contra a vontade dos atletas

Dos tempos áureos no estadual de times profissionais para a desistência na segunda divisão do Campeonato Amador de Brusque. Os anos não fizeram bem para o futebol do Paysandú, que sequer chegou a disputar o jogo de volta do mata-mata da segundona no municipal, realizado no último fim de semana.

A diretoria do clube entregou um ofício na Fundação Municipal de Esportes (FME) comunicando a saída. O último a saber, contudo, foi o elenco do Alviverde da Pedro Werner. Somente na última sexta-feira, dois dias antes do jogo, é que os atletas ficaram sabendo da decisão, e nem foi através da diretoria. Um comunicado da FME no grupo de WhatsApp da competição foi o meio de o grupo descobrir que não entraria em campo no domingo.

Opiniões divergentes

Apesar de os motivos da saída apontados pelo elenco e pelos membros da executiva divergirem, todos partem de um ponto: O desligamento de Valmir Dutra, o Chodi, do Paysandú. Além de técnico, Chodi era diretor de esportes do clube e o principal organizador do time, mas deixou o clube no dia 24 de março – antes do primeiro jogo da segunda divisão – por incompatibilidade de ideias. “Eu queria buscar patrocínios para formar um time profissional e também incluir mais equipes de base nos campeonatos regionais, mas a diretoria não queria, e por isso decidi sair”, explica Chodi. O time chegou a jogar a partida conta o Sete de Setembro depois da saída de Chodi, que terminou em 1 a 1.

Depois disso, as histórias mudam de rumo. O presidente do clube, Ivan José Walendowsky Filho, afirmou que optou pela desistência do time com a saída de Chodi. “Ele não informou para os atletas essa nossa decisão. Não era para o time jogar a primeira partida, e inclusive não foram usados os uniformes do Paysandú”, diz. Já Chodi diz que não sabia que o time não jogaria mais, e só usou os uniformes do União, que jogou o amador ano passado, porque o Paysandú usou o material para disputar uma competição de base fora da cidade. “Me acusaram de abandonar o time, mas eu jamais abandonaria o Paysandú”, explicou.

Chodi disse que a diretoria não queria pagar os R$ 300 de taxa de arbitragem para a segunda fase da competição. “Nós falamos que iríamos pagar do bolso pra continuar, mas mesmo assim resolveram desistir. É complicado, por que é um grupo de homens, pais de família que estavam dispostos a arcar com dinheiro do próprio bolso para honrar o compromisso e não puderam”, diz.

Pegou mal

Zagueiro do Paysandú neste ano, Alfeu Habitzreuter afirma que ninguém do elenco sabia da desistência. Ele assegura que o grupo estava focado em conseguir um bom resultado na segunda divisão. “Comentamos entre nós que caímos, mas que seguiríamos o campeonato de cabeça erguida. Ficou chato pra nós. Eu trouxe amigos para jogar no time. Alguns poderiam se destacar e serem chamados por outros times, mas agora não dá mais. Fiquei bem chateado”, diz.

O defensor comenta ainda que o grupo ficou especialmente incomodado com a declaração da diretoria de que não reconhecia o time que estava defendendo as cores verde e branca. “Na abertura do campeonato os dirigentes foram no vestiário, prometeram shorts, uniforme novo e nada disso aconteceu”, explica. Habitzreuter confirmou que os atletas estavam dispostos a bancar do próprio bolso os R$ 300 de taxa de arbitragem.

“Comentamos entre nós que caímos, mas que seguiríamos o campeonato de cabeça erguida. Alguns poderiam se destacar e serem chamados por outros times, mas agora não dá mais. Fiquei bem chateado”, Alfeu Habitzreuter, zagueiro do Paysandú

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