Em reunião com a Celesc, Botuverá pede melhorias no abastecimento de energia

Comunidade, prefeitura e Câmara do município cobraram mais ações da estatal

Em reunião com a Celesc, Botuverá pede melhorias no abastecimento de energia

Comunidade, prefeitura e Câmara do município cobraram mais ações da estatal

Representantes da Prefeitura de Botuverá, da Câmara de Vereadores, da comunidade e da Celesc realizaram uma reunião para tratar do abastecimento de eletricidade no município ontem pela manhã. De acordo com o prefeito José Luiz Colombi, o Nene, cerca de 80 pessoas participaram do encontro, que teve como resultado prático a elaboração de um documento formal para a cobrança de ações da companhia elétrica.

De acordo com o prefeito, desde o início do ano foram 20 cortes de eletricidade. Isto causa prejuízos aos empresários e agricultores, além dos moradores. Nene cobrou ações da Celesc com relação a estas quedas no abastecimento e também no atendimento mais rápido das ocorrências no município. “Nos já sabíamos, mas serviu para confirmar que o problema é o eucalipto que cai na fiação”, diz. O prefeito também levou ao conhecimento da cúpula da companhia as demandas de cada bairro.

O resultado prático da reunião é que a Celesc comprometeu-se a elaborar um relatório sobre as quedas de eletricidade em Botuverá. O objetivo é apontar onde há mais incidência de queda de árvores na estrutura da Celesc. “Vamos fazer o relatório, mas a prefeitura se comprometeu a fazer uma lei para que a população não plante mais árvores perto da vegetação. Hoje, o que acontece é que nós cortamos e plantam de novo”, diz Claudio Varella, gerente regional da estatal que participou do encontro.

Varella afirma que outras cidades já têm leis deste tipo e o resultado tem sido bom para a Celesc, com menos quedas de energia. Este projeto já foi elaborado pela Prefeitura de Botuverá e encaminhado à Câmara de Vereadores para votação. De acordo com Nene, o objetivo é proibir o plantio do eucalipto a menos de 15 metros da fiação.

Outro fato cobrado e que será avaliado é que a estrutura da Celesc que atualmente fica no meio da mata seja transferida para mais próximo à rodovia. Segundo o prefeito, a companhia deverá fazer um estudo sobre isto. Nene reclamou, ainda, sobre a manutenção na rede. “Percebemos que as empreiteiras contratadas pela Celesc vem com má vontade e não fazem o serviço até o final”, afirma.

Todas estas situações foram apresentadas à gerência regional da estatal e compiladas num documento. “Fizemos um documento para encaminhar para a Celesc e para continuar a cobrar. Como prefeito, vou cobrar para que deem atenção”, afirma o prefeito Nene.

 

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