Empresa que alugou parte da Buettner planeja mais contratações em 2017

Copacabana faz toalhas para a Bouton; expectativa é dobrar a produção no ano que vem

  • Por Redação
  • 6:00
  • Atualizado às 10:09

Empresa que alugou parte da Buettner planeja mais contratações em 2017

Copacabana faz toalhas para a Bouton; expectativa é dobrar a produção no ano que vem

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Com a operação da Copacabana atingindo a expectativa, o empresário André Lobo, proprietário da indústria projeta dobrar a produção no ano que vem. A Copacabana funciona há dois meses dentro da antiga Buettner.

Originária do Rio de Janeiro, a empresa locou parte do espaço fabril da antiga Buettner em novembro. Atualmente, de acordo com Lobo, são 100 funcionários que trabalham na tecelagem, no beneficiamento e na confecção da Copacabana.

Segundo Lobo, os dois primeiros meses de operação em Brusque atingiram a sua expectativa. A produção mensal de toalhas da Copacabana, hoje, é de aproximadamente 70 toneladas. Para isso, a indústria funciona com alguns setores em um turno, outros, em dois.

“Quando idealizamos o negócio, pensamos em torno de 150 toneladas. É algo possível de fazer, mas tudo começa aos pouquinhos. Hoje, estamos com 100 funcionários. Estamos dimensionados para 70 toneladas. O início está muito bom”, afirma Lobo.

Parque fabril precisou de reparos porque algumas máquinas estavam com problemas / Foto: Marcos Borges
Parque fabril precisou de reparos porque algumas máquinas estavam com problemas / Foto: Marcos Borges

O início da operação não foi fácil. A Copacabana alugou o parque fabril da antiga Buettner e também o maquinário, entretanto, parte dos equipamentos já não estavam com a manutenção em dia.

José Joacir da Silva, coordenador administrativo e de logística da Copacabana, responsável pela operação da empresa no município, diz que algumas máquinas precisaram passar por consertos para poder produzir a contento e alcançar a meta.

Para isso, o empresário carioca teve de desembolsar dinheiro para colocar tudo funcionando. “Tivemos que investir porque as máquinas não estão 100%”, justifica.

Mais empregos

O empresário carioca afirma que, neste momento, é preciso ir com calma, para recuperar a confiança dos funcionários, dos fornecedores e do mercado como um todo. Se tudo transcorrer conforme o planejado, a previsão inicial de produção mensal deve ser alcançada em 2017.
O coordenador da Copacabana afirma que, se o planejamento for cumprido, será preciso contratar mais 30 empregados no ano que vem, para conseguir atingir entre 130 e 150 toneladas.

Oportunidade de investimento

A ideia de investir em Brusque surgiu porque Lobo tem afinidade com um dos sócios da Bouton, também indústria têxtil do município. Ele é engenheiro mecânico e morou cinco anos na Holanda antes de trabalhar no ramo têxtil no Rio de Janeiro e entrar em contato com a Bouton.

Lobo recebeu a proposta de tocar a Copacabana em Brusque e aceitou o desafio. Hoje, a Copacabana tem apenas um cliente: a Bouton. No futuro, poderá atender outros. O fato de ter a garantia da empresa de Brusque como cliente fixo foi determinante para que Lobo entrasse de cabeça no negócio da indústria na cidade.

“Aqui é uma indústria de serviços. Se me perguntassem: você quer tocar uma fábrica de produção de toalhas? Não é o meu momento, mas fazemos prestação de serviço, vamos confeccionar, neste momento, para a Bouton”, diz o carioca.

Ex-funcionários comemoram empregos

José Joacir da Silva não é estranho ao pátio fabril da Buettner. Ele trabalhou na indústria por quase três décadas, até sair quando a centenária indústria fechou as portas no início do ano.

“Eu tinha 28 anos de Buettner, meu primeiro emprego foi aqui, em 1988. Quando surgiu essa oportunidade na Copacabana, aceitei de prontidão”, afirma Silva. As funções dele na Copacabana são semelhantes àquelas que desempenhou nos tempos de Buettner.

No entanto, o quadro de empregados hoje é bem mais enxuto. Várias funções foram agrupadas e o quadro funcional foi achatado para reduzir custos e viabilizar o negócio, por isso Silva também agregou outras tarefas.

De acordo com o coordenador, praticamente 100% dos funcionários da Copacabana são ex-Buettner. Silva diz que eles já receberam o primeiro salário em dia, bem como a primeira parcela do 13º.

“A gente está imbuído para que ano que vem deslanche para que consigamos fazer 130 toneladas, porque aí são 130 pessoas fora desta crise”, diz Silva.

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