Empresa terá de construir passarela e ruas para lançar shopping em Brusque

Prefeitura fez uma série de exigências à Sacs Consult, que aceitou realizá-las

Empresa terá de construir passarela e ruas para lançar shopping em Brusque

Prefeitura fez uma série de exigências à Sacs Consult, que aceitou realizá-las

A Sacs Consult, de São Paulo (SP), aceitou realizar obras compensatórias exigidas pela prefeitura para a liberação da obra do Brusque Shopping. Por exigência dos órgãos fiscalizadores, a empresa terá de fazer uma série de intervenções viárias na região do Centro e do Jardim Maluche, inclusive a aberturas de novas ruas.

A Secretaria de Trânsito e Mobilidade (Setram) solicitou à consultoria, por meio do Conselho Municipal da Cidade (Comcidade), que fossem feitas novas vias, uma rotatória em frente ao Hospital e Maternidade de Brusque (HEM) e outras obras no Maluche.

O aceite das obras de compensação era um dos principais entraves para que a obra virasse realidade. Segundo a diretora de Análise de Projetos do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Jiane Mara de Melo Heil, a Sacs Consult já consentiu e falta apenas a assinatura do documento para formalizar a garantia das obras.

Apesar do avanço, o projeto permanece em fase de análise dentro do Ibplan. Mas agora à espera do licenciamento ambiental.

Quando o licenciamento for concedido, poderá ser emitido o alvará de construção e aí as obras de compensação e a do próprio shopping poderão ter início. Não há prazo para que isso aconteça.

O Município fez contatos reiteradamente com a Sacs Consult e com Sérgio Manzalli, sócio da empresa, mas não obteve retorno. Ele havia informado, em matérias anteriores, que o projeto estava mantido e que haveria grandes lojas já interessadas em se instalar nele.

Obras no trânsito incluem abertura de novas vias e rotatória

A Sacs Consult terá de mexer numa série de pontos nos bairros Centro e Jardim Maluche para construir o shopping no terreno em frente ao Angeloni. O diretor da Setram, Luiz Henrique Blumer, diz que essas obras já estavam previstas pela prefeitura antes mesmo do empreendimento.

A prefeitura aproveitará a oportunidade para incluir, por exemplo, a execução da rua JM-013, que passará por trás do Instituto Federal Catarinense (IFC). A Sacs também deverá retirar solos moles, fazer a compactação e a drenagem da área onde será a avenida Bepe Roza, a Beira Rio.

Segundo Blumer, a intenção é melhorar o trânsito do outro lado do rio Itajaí-Mirim, por isso essas obras foram adicionadas na compensação. Mas também haverá mudanças na região do shopping.

A Sacs terá de construir uma rotatória em frente ao Hospital e Maternidade de Brusque, para que o motorista possa fazer o retorno ali mesmo, sem ter de pegar outra rua. Outra obra grande será a construção de uma passarela na rua Martin Luther, que partirá do shopping para o lado do Angeloni.

Licença ambiental deve sair nas próximas semanas, diz Fundema

A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) recebeu, no fim do ano passado, a documentação ambiental da Sasc Consult. Os relatórios contemplam modificações solicitadas pelo órgão para a liberação da obra.

Uma das questões era que a construção não respeitaria os 30 metros de distâncias de um ribeirão que corta o terreno. A 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Brusque tem um inquérito instaurado para investigar esse e outros pontos do projeto.

Segundo Cristiano Olinger, superintendente da Fundema, a nova documentação respeita o recuo do córrego d’água. A Sacs Consult solicita, entretanto, autorização para construir a 15m, o que deve ser analisado.

As mudanças também levaram em conta o impacto no parque Zoobotânico, que fica nos fundos do terreno do shopping. Segundo Olinger, foram identificadas duas Áreas de Preservação Permanente (APP) que totalizam 40 mil metros quadrados nesta região. Portanto, não haveria danos ao Zoo.

“Nas próximas semanas, se estiver tudo certo, deve sair a liberação”, diz Olinger. A licença ambiental deverá ser anexada ao projeto em análise no Ibplan, para a emissão do alvará de construção.

Inquérito
O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) abriu inquérito, em 2017,  porque existe um curso d’água que passa pelo terreno. Contatada por O Município, a Promotoria de Justiça informa que o inquérito continua aberto, um ano depois.

Segundo o comunicado, ainda são solicitadas informações regularmente à Fundema, para averiguar se o projeto atende à lei ambiental.

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