Empresas de informática de Brusque apontam que computadores permanecerão no mercado nos próximos dez anos

Pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que número de casas com PC teve queda pela primeira vez em sete anos

Empresas de informática de Brusque apontam que computadores permanecerão no mercado nos próximos dez anos

Pesquisa divulgada pelo IBGE mostra que número de casas com PC teve queda pela primeira vez em sete anos

O número de domicílios brasileiros com microcomputadores caiu pela primeira vez desde 2008. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) 2015, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim do mês passado, 31,4 milhões de lares possuíam um computador em 2015, o que representa uma redução de 3,4% em relação ao ano anterior. Já as casas com computador que tinham acesso à internet, a queda foi um pouco menor – 2,4% -, passando de 28,2 para 27,5 milhões.

Em Brusque, o cenário não é muito diferente. As empresas de informática do município observam queda nas vendas de computadores e migração para outros aparelhos, como notebooks, tablets e smartphones, porém, avaliam que o mercado de desktop não deixará de existir, pelo menos nos próximos dez anos, já que algumas funções destas máquinas são insubstituíveis.

O gerente da Infocenter Computadores, Ivo Alan Appel, diz que o notebook e o celular estão substituindo o computador para uso doméstico. No entanto, ainda há muitas vantagens que somente podem ser encontradas no computador. Ele enumera usuários que utilizam para jogos e atividades de alta performance, como para trabalhos em gráficos, CorelDraw, Photoshop.

Além disso, Appel afirma que o custo de manutenção com o computador é mais acessível do que notebooks e celulares, além da colocação de outros acessórios na máquina, como telas, mouses e teclados diferentes. “O usuário comum, que não entende e não precisa de recursos mais complexos é que acaba migrando para smartphones”, diz o gerente da Infocenter, que analisa: “Avaliando o retrocesso, onde se falava que o desktop iria acabar e não acabou, percebo que há espaço para todas as plataformas – notebooks, celulares, cada um com suas vantagens e desvantagens e como melhor se encaixa ao perfil do usuário. Por isso acho que pelo menos nos próximos dez, 15 anos, ainda haverá mercado para computadores”.

Djacomo Spader, responsável pela manutenção da Brusoft, compartilha da mesma opinião de Appel. Ele afirma que diminuiu o consumo de computadores, mas reitera que algumas funções são apenas possíveis de serem realizadas no computador. “Há quatro anos atrás, por exemplo, para fazer uma pesquisa a pessoa precisava sentar na frente do computador e ficar duas horas lá. Hoje, é só acessar o celular e em minutos encontra o que quer. Porém, para quem trabalha com programação, criação, som, imagens, precisa do computador”.

O gerente da Infohard Informática, Eduardo Orthmann, conta que o público-alvo do estabelecimento é de empresas e que por isso não é tão perceptível a queda, mas avalia que é uma tendência a migração para outros aparelhos. “Em casa as pessoas ficam no celular, na faculdade acabam usando o computador da instituição. São poucas as que realmente ainda usam o microcomputador nas suas residências”.

Crescimento da internet

Ainda conforme a Pnad, o acesso à internet cresceu 7,1% em 2015 e aproximadamente 102 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade acessaram a rede. A proporção de internautas passou de 54,4% para 57,5% da população entre 2014 e 2015.

O crescimento ocorreu em todas as regiões, mas foi maior no Centro-Oeste (8,7%), no Nordeste (8,4%) e no Sudeste (6,8%). O maior contingente de internautas (65,1%) estava no Sudeste, seguido do Sul (61,1%), Centro-Oeste (64%), Norte (46,2%) e Nordeste (45,1%).

Os adolescentes foram os que mais acessaram a internet, sobretudo, os de idade entre 15 e 17 anos e de 18 ou 19 anos (82% e 82,9% do total de usuários). Entretanto, na comparação com 2014, os maiores aumentos de usuários foram observados nos grupos de 40 a 49 anos de idade e de 50 anos ou mais (13,9% e 20,1%, respectivamente).

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