Entregadores e taxistas de Brusque oferecem máquinas de cartão aos clientes

Pagamento com dinheiro de plástico ganha cada vez mais espaço no município

Entregadores e taxistas de Brusque oferecem máquinas de cartão aos clientes

Pagamento com dinheiro de plástico ganha cada vez mais espaço no município

A facilidade do uso do cartão, seja débito ou crédito, tem conquistado cada vez mais mercado em Brusque. Taxistas e tele-entregas que há pouco tempo não aceitavam o dinheiro de plástico já aderem a esta modalidade na hora de receber, como estratégia para atrair mais clientes. Pesquisa recente da Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio-SC) mostra que mais de 70% das famílias de classe C de Santa Catarina possuem cartão, por isso, muitos empresários e profissionais liberais são unânimes em afirmar que o dinheiro está caindo em desuso.

Até mesmo profissionais liberais antigos estão sendo obrigados a aderir à modernidade. O taxista Nivaldo Longen faz parte deste grupo. Ele colocou a máquina de cartão no seu táxi há pouco mais de um ano e afirma que a aceitação tem sido grande. Longen possui a maquininha da Cielo. “Esta máquina emite o comprovante. Eu tinha uma no celular, com o aplicativo, mas não saía o canhoto”, comenta. O taxista diz que esta máquina dá mais segurança tanto para o cliente quanto para ele.
Longen presta serviço tanto para empresas quanto para pessoas físicas. O montante de corridas avulsas – aquelas feitas quando ele está parado no seu ponto – representa apenas uma parte do seu trabalho. Ainda assim, ele diz que 80% do dinheiro que ele recebe nestas viagens é pago em cartão. “Prefiro muito mais o cartão do que o dinheiro”, diz.

O taxista afirma que tirar a máquina de cartões é inimaginável neste momento. E para conseguir aumentar ainda mais o faturamento com os cartões ele oferece o parcelamento da corrida em até seis vezes. A princípio, não existe um limite mínimo para a parcela, tudo depende da negociação com o cliente. Mas ele cobra um acréscimo no valor total em comparação com o preço à vista.

Os tele-entregas também já aceitam o dinheiro de plástico há algum tempo. A Italianinha, que tem delivery de pizza e de marmitas, conta com a maquininha móvel desde o início do ano. A gerente administrativa Silvane Pértile explica que o estabelecimento aceita as bandeiras Visa e Master Card e cartões refeição, já que um dos carros-chefe do serviço de entregas são as marmitas.

Embora tenha começado há menos de 12 meses a operar com o cartão, aproximadamente um terço dos pedidos no tele-entrega são quitados com o plástico. O dinheiro representa a maior parte das receitas do restaurante e pizzaria, mas isto tende a mudar. Pesquisas de mercado indicam que os cartões estão ganhando cada vez mais espaço na carteira dos brasileiros.

“De jeito nenhum podemos tirar. Cada vez mais o pessoal pede cartão, é essencial ter”, afirma Silvane. As máquinas móveis de cartão funcionam por meio da internet 3G (a mesma dos smartphones), o que, às vezes, pode ser um problema. Porém, a gerente diz que praticamente não há obstáculos neste sentido.

O People Pub, que tem foco no público mais jovem e oferece comida japonesa por meio de delivery, já disponibiliza o pagamento com o plástico há um ano e meio. João Knihs Neto, responsável pelo marketing do estabelecimento, diz que boa parte da clientela acostumada a pedir por meio do tele-entrega prefere pagar com cartão.

“Também é mais fácil para o motoboy, porque não tem dinheiro”, afirma Knihs Neto. O People Pub aceita Visa, Master Card, Sodexo, Good Card e Discover. O responsável pelo marketing diz que a forma de pagamento com cartão já representa quase metade do que entra no caixa por meio do delivery. Eles aceitam tanto débito quanto crédito, em uma só vez.

Novo mercado

As operadoras de cartão já perceberam que o mercado de profissionais liberais tem potencial para crescimento. A Cielo oferece a máquina de cartão para pessoas físicas. Esta linha, inclusive, é destaque no site da empresa. O PagSeguro também foca neste nicho. A sua máquina funciona diretamente no celular do comerciante ou profissional. O empecilho para a expansão dos cartões é a qualidade da internet móvel e as taxas cobradas pelas operadoras.

 

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