Brusquense cruza os Andes sobre duas rodas e conquista o Atacama
Em viagem solitária, motociclista percorre milhares de quilômetros enfrentando frio, altitude e paisagens extremas
O brusquense Sergio Camargo, de 47 anos, carrega no peito a paixão pelo motociclismo como quem atende a um chamado íntimo e irrevogável.
*Confira a galeria de fotos no fim da edição
Desde cedo, a estrada o seduziu com seu convite silencioso ao desconhecido, revelando horizontes que só se desvendam a quem ousa partir.
Seguindo esse impulso, em 2023, aceitou o desafio de percorrer sozinho quase 15 mil km até o extremo sul do continente, em Ushuaia.
Atacama como destino
Agora, dois anos depois, decidiu escrever um novo capítulo de coragem e resistência, avançando rumo à imponente Cordilheira dos Andes, tendo como horizonte o deserto mais árido do planeta, o Atacama, no Chile.
Nesse contexto, sua decisão ultrapassa os limites de uma simples viagem. Representa, acima de tudo, uma entrega total ao imprevisto.
Munido apenas de sua moto, uma barraca e duas mudas de roupas, Sergio embarcou em setembro de 2025 numa jornada que mescla risco e contemplação.
A partida rumo ao Atacama
A partida ocorreu em sua terra natal, Brusque, e a saída oficial do Brasil se deu pelo Rio Grande do Sul, atravessando a fronteira de São Borja em direção à Argentina.
A partir desse ponto, cruzou Mendoza e iniciou a escalada rumo às montanhas andinas, onde o frio cortante e a neve constante testaram sua paciência e sua perseverança.
Os obstáculos
Com efeito, os primeiros dias da travessia já trouxeram obstáculos significativos.
O acúmulo de gelo, pois, fechou as vias por dois dias, obrigando o motociclista a permanecer acampado em plena montanha. Para muitos, isso seria apenas uma dificuldade.
Para Sergio, no entanto, foi um raro privilégio. Esteve diante de paisagens que mais pareciam pinturas, com a neve transformando cada curva em uma obra de arte serena e imaculada.
Entre a natureza e o Atacama
Ademais, a jornada não se resumiu ao esforço físico ou à superação das intempéries. Simbolizou, acima de tudo, um diálogo profundo entre homem e natureza.
O ronco da moto contrastou com o silêncio majestoso dos picos andinos, criando uma sinfonia única de movimento e contemplação.
Desse modo, a cada quilômetro, surgia um novo cenário que renovava o olhar e alimentava o espírito aventureiro.
Por consequência, a cada parada nas estradas desertas, cristalizava-se uma lembrança única, incorporada como parte de uma experiência irrepetível.
Sendo assim, o Atacama foi alcançado e, na sequência, iniciou-se o retorno pelo caminho que une San Pedro de Atacama, Purmamarca e Cafayate.
Nesta data de publicação, 1º de outubro, o motociclista já se encontra novamente em solo argentino, com previsão de chegada a Brusque no primeiro fim de semana do mês.
As lindas fotos
Por fim, a história não se encerra nestas linhas. Após os anúncios no fim da edição, está exposta uma galeria de fotos que traduz em imagens a intensidade dessa aventura.
São registros que então falam por si, conduzindo o público a reviver, em cada clique, os instantes inesquecíveis dessa travessia.
Galeria após o apoio comercial
*São eles que mantém este trabalho/Clique e saiba mais
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Galeria de fotos
*Créditos: Sergio Camargo >>
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