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Cine Gracher celebra 110 anos com lançamento de documentário inédito; relembre a história da empresa

Evento em comemoração à data foi realizado na noite de sexta-feira, 29

Mais de 200 convidados celebraram, na noite de sexta-feira, 29, os 110 anos do Cine Gracher. A comemoração ocorreu nas salas de cinema anexas à Havan de Brusque.

Durante o evento, os participantes assistiram a um documentário que narra a trajetória da empresa por meio de relatos da família, amigos, clientes e colaboradores. 

O diretor do Cine Gracher, Sandro Gracher, destacou a relevância do marco histórico para a empresa e para a cidade. “São 110 anos, poucas empresas no Brasil alcançam uma longevidade tão grande, e o Cine Gracher segue mostrando que vai muito longe ainda”, afirmou.

Otávio Timm/O Município

Ele lembrou que a trajetória começou em 1915, com a iniciativa do bisavô, Carlos Gracher, que inaugurou o primeiro cinema em Brusque. “Eu não acredito que ele tenha imaginado que essa história chegaria a 110 anos, com toda a tecnologia e modernidade que temos hoje graças ao que ele construiu lá atrás”.

Otávio Timm/O Município

Sandro ressaltou que a empresa já está na quinta geração e segue investindo em inovação.

“Este ano inauguramos salas com novas tecnologias, demonstrando que continuamos atentos às atualizações e às novidades do mercado. Esse é o desafio do cinema: oferecer lazer e cultura às pessoas, mas também acompanhar constantemente as mudanças tecnológicas".

Ainda durante o evento, a família foi contemplada com uma moção da Câmara de Vereadores. Já José Carlos Búrigo, que atua há décadas como coordenador de programação do Cine Gracher, recebeu uma homenagem em reconhecimento aos serviços prestados como colaborador.

Otávio Timm/O Município

Início da história


A trajetória do cinema em Brusque começou em 1915, quando Carlos Gracher trouxe a novidade para a cidade. No início, as sessões eram itinerantes, mas logo foi inaugurado o Cine Esperança, anexo ao Hotel Schaefer.

Cine Gracher/Divulgação

Uma das primeiras grandes mudanças ocorreu quando Carlos Gracher recebeu de seu sogro uma das primeiras casas da rua principal – atual Cônsul Carlos Renaux, onde hoje está o Hotel Gracher – e a transformou no Cine Guarany.

Cine Gracher/Divulgação

Em 1949, com a participação de Arno Carlos Gracher, filho de Carlos, a sala foi remodelada e passou a se chamar Cine Real, com 500 lugares e sistema de divulgação por alto-falantes na fachada.

Em 1952, um incêndio na cabine de projeção interrompeu as atividades. A sala foi demolida e, em 1956, deu lugar a um novo espaço.

O Cine Teatro Real foi inaugurado em 1957, com capacidade para 1.250 pessoas.

Cine Gracher/Divulgação

Cine Gracher/DivulgaçãoCom a ascensão da televisão nos anos 1980, o cinema enfrentou queda de público. Para se manter, investiu em grandes estreias e apresentações teatrais com nomes nacionais, mas a concorrência exigiu mudanças.

Os cinemas começaram a ressurgir em ambientes menores, como shoppings, adaptando-se ao novo perfil de consumo.

O Cine Gracher


Em 1994, o Cine Teatro Real foi fechado para a construção do Shopping Gracher, e uma nova sala, com 220 lugares, foi instalada no mezanino do edifício. Em 2005, foram abertas mais duas salas, totalizando capacidade para 436 pessoas, e o nome passou a ser Cine Gracher.

A história do Cine Gracher está diretamente ligada à de Brusque. Ao longo de um século, o cinema acompanhou transformações tecnológicas, recebeu diferentes gerações de espectadores e manteve-se como ponto de encontro cultural e social da cidade.


Assista agora mesmo!


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