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Diplomata 35 anos: conheça a história da rádio que marcou gerações em Brusque e na região

Emissora é considerada uma das principais referências em música, informação e entretenimento

A Rádio Diplomata FM, de Brusque, completa 35 anos no sábado, 15. Fundada em 1990 por Marise Westphal Hartke, a emissora se consolidou como uma das principais referências em música, informação e entretenimento de Brusque e região.

Para celebrar a trajetória, a equipe realizou ao longo desta semana, uma programação especial e um projeto inédito que buscou aproximar ainda mais o público da essência do rádio.

Entre os profissionais que fazem parte dessa trajetória estão Josias Eufrazio, conhecido como Jo, coordenador artístico e comunicador; Roberto Hartke Neto, sócio-administrador; e Clayton Coutinho, jornalista e apresentador.

Em entrevista ao jornal O Município, os três refletiram sobre a trajetória e o futuro da Rádio Diplomata, que completa 35 anos mantendo, segundo eles, o mesmo compromisso com a comunidade.

História de paixão pelo rádio


Jo está na Diplomata desde o início e lembra com orgulho o começo da emissora. Ele conta que entrou para liderar a estruturação da nova programação e formar a equipe. “Foi um desafio e tanto, mas ver a identidade que construímos juntos tomando forma foi gratificante”.

Natural de Criciúma, ele começou no rádio ainda adolescente, aos 15 anos, na Rede Atlântida FM. A experiência o levou a Brusque, onde ajudou a consolidar o perfil da Diplomata. Para ele, o que diferencia a emissora é a proximidade com o público.

“Nossos comunicadores não são apenas vozes no rádio, são amigos que acompanham as famílias há gerações”.

Alexandre (em pé), Carlos Castro e Jo Eufrázio nos estúdios da rádio no final da década de 90 | Foto: Acervo Rádio Diplomata

Ao longo das décadas, as transformações tecnológicas mudaram a rotina, mas não a essência. Jo lembra que a emissora passou do vinil ao digital, mas que o vínculo com o ouvinte é o que mais evoluiu.

“Hoje a conversa é constante, seja pelas redes sociais ou pelo aplicativo, que permite ouvir a rádio no mundo inteiro”.

Ele acredita que a longevidade da Diplomata está na capacidade de se adaptar sem perder a identidade. “Nunca paramos no tempo, mas também nunca abandonamos nossa essência”.

Da fundação à nova geração


O sócio-administrador, Roberto Hartke, representa a continuidade da história familiar que deu origem à emissora. Ele recorda que a mãe, Marise Westphal Hartke, fundou a rádio em 1990. “Ficamos com as duas rádios até 1994, quando a Rádio Cidade foi vendida e ficamos só com a Diplomata”.

Desde então, Roberto acompanhou cada mudança e evolução. Formado em Ciências da Computação, ele assumiu oficialmente a administração em 2017, depois de uma transição gradual. “Minha entrada na empresa foi muito produtiva, pois hoje tudo é computador, base de dados e sistemas”.

Equipe da rádio nos anos 2000 | Foto: Acervo Rádio Diplomata

Segundo ele, a modernização foi natural, sem romper com o passado. “Mantive o caminho e o objetivo da empresa, respeitando a história de todos que ajudaram a Diplomata a chegar onde está”.

As redes sociais e o streaming, diz, ampliaram o alcance do rádio. “O streaming leva a Diplomata para qualquer lugar do planeta. A diferença está no conteúdo: produzimos material local, falamos das coisas daqui e dos interesses da nossa população”.

Para o futuro, Roberto destaca que o objetivo é estar ainda mais próximo da comunidade. “Queremos aumentar a interação com o dia a dia da população, no rádio, na internet e na rua”.

Os sócios Roberto, Marise e Cristina (irmã de Roberto) | Foto: Arquivo pessoal

Celebração viva e interativa


O jornalista Clayton Coutinho, que está na emissora desde 1994, destaca que a Diplomata faz parte da memória afetiva de muitas pessoas.

Ele observa que a relação do público com a rádio atravessa gerações. “Tem gente que cresceu ouvindo a Diplomata e hoje é empresário ou cliente da emissora”.

Jô Eufrázio, Mika, Paulo Mancha, Fábio Baron, Cristiano Pereira e Clayton na rádio no começo dos anos 2000 | Foto: Acervo da Rádio Diplomata

Para celebrar os 35 anos, a rádio criou o projeto Estúdio 2 Diplomata e Lounge Rádio Experiência, no Shopping Gracher. Clayton explica que o espaço foi pensado para traduzir a paixão pelo rádio em uma experiência aberta ao público.

“A ideia foi levar o coração da rádio para fora, para que as pessoas pudessem conhecer de perto como ela funciona”.

Durante a semana de comemorações, que aconteceu do dia 10 ao 14 deste mês, parte da programação foi transmitida ao vivo do novo estúdio.

Também foi disponibilizada uma cabine acústica para que o ouvinte possa gravar mensagens para a emissora. “Queríamos mostrar essa conexão com o público de forma interativa e real. Foi mágico”.

Estúdio montado para os 35 anos da rádio | Foto: Arquivo pessoal

Com 35 anos de trajetória, os três profissionais entendem que a Rádio Diplomata FM segue reinventando sua forma de se comunicar sem perder o vínculo com suas origens.

Para Jo, em especial, a emissora ainda tem muito a construir. “Continuaremos evoluindo, trazendo novidades tecnológicas, mas sempre mantendo aquele abraço sonoro que só a Diplomata sabe dar”.


Assista agora mesmo!


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