Tradição de décadas: idosa prepara mais de 100 quilos de doces de Natal em Brusque
Confecção dos doces inicia ainda de madrugada
Os vizinhos que passam durante a manhã pela casa número 15, na rua Carlos Cervi, próximo ao Parque das Esculturas, em Brusque, já podem sentir o aroma saindo do forno: são os doces de Natal da senhora Iodete Katarina Todt, gentilmente conhecida como Detinha, de 81 anos.
Iodete faz os doces desde 1993, quando se aposentou. Ela já trabalhou como merendeira no Sesi e tinha experiência em preparar alimentos. Quando o tempo de serviço acabou e Detinha se viu em casa o dia inteiro, começou a fazer os próprios doces.
“O ano inteiro eu faço doces, desde a Páscoa até o Natal. Tem um de amendoim também que eu faço. Os outros doces eu faço mais devagar, mas os de Natal, como têm muita demanda, eu tenho que fazer rápido”, diz.
Quando chega novembro, Detinha já compra açúcar, manteiga, ovos e trigo para abastecer seu estoque e começar a produção. A rotina dela começa às 5h e, normalmente, dura a manhã inteira. Porém, ela tem a companhia e ajuda da filha, Luciana Todt.
Durante a manhã, os doces são assados e, no final da tarde e pela noite, elas pintam os doces e colocam as miçangas. Depois, empacotam e esperam os clientes virem buscar. O doce pintado é o carro-chefe de Detinha.
“Minha inspiração é ver os clientes felizes. Um ano marcou bastante, que toda a família colocou a mão na massa, todos reunidos, pintando os doces”, conta Iodete.
Quando novembro vai terminando e dezembro já aparece no calendário, Detinha não faz mais doces para estoque: ela produz apenas por encomenda. Atualmente, ela chega a fazer 100 quilos de doces.
“Fazer os doces é uma atividade para mim. Quando estou sem fazer nada em casa, tenho alguma coisa para me ocupar. Se eu estiver com saúde, pretendo continuar por muitos anos”, finaliza.