Equipe de robótica brusquense vai participar de competição internacional

Grupo disputa em julho a FLL Mountain State Invitational, em West Virginia, EUA

Equipe de robótica brusquense vai participar de competição internacional

Grupo disputa em julho a FLL Mountain State Invitational, em West Virginia, EUA

Os estudantes de robótica do Sesi/Senai de Brusque foram chamados para participar de uma das etapas do First Championship, Campeonato Mundial de Robótica. A equipe vai disputar em julho a FLL Mountain State Invitational, em West Virginia, EUA.

Os alunos ficaram em 19º lugar no ranking de desempenho do robô entre as 84 equipes participantes e suplentes no torneio nacional, que ocorreu em março, no Rio de Janeiro e a abertura de novas vagas garantiu o credenciamento da equipe para a competição.

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Os treinos para a nova disputa iniciaram na semana passada e o foco agora é aprimorar o robô para conseguir resultados ainda melhores, e ainda avançar o projeto com ampliação da pesquisa e tradução de todo material e apresentações.

“Junto com a classificação para a etapa internacional vieram também novos desafios. Nos próximos dois meses e meio de preparação que teremos até julho, iremos treinar nossas apresentações em inglês, buscaremos aprimorar o design de nosso robô e daremos seguimentos à comprovação de nossa solução para a falta de vitamina D”, destaca o técnico da equipe, Claudio Rhenns.

Viagens espaciais

As viagens espaciais são o tema desta temporada do torneio. Nada mais emblemático, já que, em 2019, a agência espacial americana celebra os 50 anos da missão Apollo 11, que levou o homem pela primeira vez à lua.

As equipes foram desafiadas a criar alternativas que ajudassem no bem-estar de astronautas e em pesquisas espaciais.“Ter a oportunidade de competir em um torneio internacional e aprender com outras equipes de todos os lugares do mundo é a realização de um sonho para todos nós. Estamos muito esperançosos e animados com esse novo desafio, afinal, agora temos que traduzir tudo para inglês”, conta Ana Carolina Uhlmann, membro da equipe brusquense.

Robótica

Desde 2006 o Sesi investe na inserção da robótica educacional nas salas de aula. Atualmente, todas as 505 escolas da rede contam com o programa no currículo. Até o ano passado, o Sesi realizava anualmente apenas o Torneio de Robótica First Lego League, criado em 1998 pela First, uma organização não governamental, em parceria com o Grupo Lego.

O Sesi é a instituição responsável pela organização do torneio (etapas regionais e nacional) no Brasil desde 2013.

“Esse desempenho é inédito para Santa Catarina e mostra o quanto nossa educação de contraturno está alinhada aos movimentos STEAM (science, technology, engineering, arts e mathematics) e maker. As equipes passaram por uma avaliação muito completa. Sabem programar, fizeram um bom projeto de pesquisa e trabalham muito bem juntos”, destaca o superintendente do Sesi e diretor regional do Senai, Fabrizio Pereira.

O projeto

Após várias pesquisas, os estudantes da Tecnorob descobriram que um dos problemas mais comuns encontrados na vida espacial é a insuficiência de vitamina D nos astronautas.

Isso acontece principalmente pela falta da exposição aos raios ultravioletas do tipo B, transmitidos pelos raios solares. O causador da falta da exposição é o vidro, que serve como uma barreira para a absorção dos raios.

“Pensando na importância dessa vitamina, nas mais de 42 doenças que a insuficiência da mesma causa, como osteoporose, câncer, depressão, demência e muitas outras e na ineficácia das pílulas, que mesmo os astronautas ingerindo duas diariamente, voltavam a Terra com cerca de 30% a menos nos seus níveis de vitamina D, criamos a Sunshine.”, explica o técnico da equipe.

A Sunshine é uma lâmpada que emite raios ultravioletas do tipo B e estimula o corpo a sintetizar a vitamina D. A lâmpada será colocada em locais como estações de trabalho e banheiros, onde astronautas passam maior parte do dia.

Conforme contato que os estudantes tiveram com o gerente do centro de bioquímica nutricional da NASA, Scott Smith, a preocupação é assegurar que os índices de vitamina D não passem do necessário, evitando assim uma hipervitaminose.

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Para resolver esse problema, os estudantes tiveram a ideia de criar um sensor de radiofrequência e pulseiras com identificador único para cada astronauta. Assim, quando o astronauta em específico se aproxima da lâmpada, a mesma o identifica e começa a contabilizar o tempo em que ele já ficou exposto.

Quando chega no tempo essencial a lâmpada desliga e não liga novamente para o mesmo astronauta naquele dia. O tempo varia entre 20 e 60 minutos dependendo da cor da pele e idade de cada um deles.

O professor explica ainda que, “testou o projeto e apresentou um aumento de 40% nos índices da vitamina D do organismo usando os mesmos trinta minutos diários durante um mês”.

O projeto também foi acompanhado pela doutora Neide da Silva, que trabalha na UFSC. Recentemente, os estudantes conseguiram uma autorização de um lar de idosos da nossa cidade, para futuramente testarmos o nosso projeto em alguns moradores.

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