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VÍDEO – Terreiro de Umbanda chega a Brusque com raízes do Pará

A casa, de caráter filantrópico, atua com base na caridade e não realiza atendimentos mediante cobrança

No bairro Azambuja, em Brusque, uma nova força espiritual começa a se firmar com raízes ancestrais e valores que evocam cura, acolhimento e conexão com o sagrado dentro da tradição da Umbanda.

*Confira a galeria de fotos no fim da edição

A casa, de caráter filantrópico, atua com base na caridade e não realiza atendimentos mediante cobrança — tudo é então oferecido como gesto de fé e serviço espiritual à comunidade.

O espaço é liderado por João Carlos Souza da Rocha — conhecido como Pai João —, sacerdote com mais de uma década de missão e fundador de um terreiro tradicional em Belém do Pará.

*Assista ao vídeo >>



Umbanda em Brusque


Nesse contexto, a abertura do novo centro marca não apenas a expansão de sua jornada, mas também o fortalecimento de práticas religiosas que unem fé, cura e ancestralidade.

Inaugurado em junho de 2025, o terreiro de tambor de mina e umbanda, pois, é mais do que um local de culto.

Com efeito, ele se tornou um ponto de convergência que une o Sul ao Norte do Brasil, conectando diferentes expressões culturais e espirituais.

Ajoelhado em silêncio, Pai João então conecta matéria e espírito em um gesto de fé profunda/Foto: Ciro Groh/O Município

Umbanda e cura ancestral


Nesse espaço, saberes populares dialogam com tradições afro-indígenas, enquanto o mundo físico se entrelaça com o plano espiritual em práticas que revelam fé, ancestralidade e cura.

A casa trabalha com encantados — entidades que transitaram para o plano espiritual em corpo e alma —, além de caboclos, pretos-velhos, Exus e Pomba-Giras, figuras centrais na Umbanda.

Com apenas um mês e meio de funcionamento, o centro já reúne sete integrantes dedicados à cura por meio das ervas, dos benzimentos e da oração.

Presença, fé e união — os rostos que então sustentam a espiritualidade do terreiro/Foto: Ciro Groh/O Município

Matriz africana em Brusque


Com raízes espirituais fincadas em Belém do Pará, o Tambor de Mina praticado no terreiro de Brusque carrega a força de uma tradição que atravessa gerações.

Essa vertente religiosa, de matriz africana, se manifesta por meio do culto aos voduns — espíritos ancestrais que, segundo a tradição, viveram como reis, rainhas e líderes em terra antes de ascenderem ao plano espiritual.

Os rituais são marcados por cânticos, danças e oferendas que preservam a memória dos antepassados. Além disso, fortalecem os vínculos entre o mundo material e o espiritual.

A prática mistura elementos do culto aos orixás, saberes indígenas, influências do catolicismo popular e do espiritismo, formando um sistema complexo e profundamente simbólico.

Vestido a caráter, Pai João repousa em silêncio, guardando a força de quem guia entre mundos.

Umbanda com ervas sagradas


Mais do que rituais, o terreiro oferece práticas de cura que envolvem o uso de ervas medicinais, rezas e acolhimento espiritual.

Em tempos de ansiedade, intolerância e desconexão, o espaço se propõe como um refúgio para quem busca equilíbrio, proteção e reconexão com suas raízes.

Os benzimentos, realizados com folhas consagradas e palavras de poder, são parte fundamental desse processo, atuando tanto no corpo quanto na alma.

imagens que então evocam a tradição da Umbanda e no Candomblé/Foto: Ciro Groh/O Município

As fotos


Logo após os anúncios, no fim desta edição, uma galeria de fotos revela, com nitidez e sensibilidade, os momentos que compõem essa jornada espiritual.

Cada imagem, pois, é um convite à contemplação. Através dos detalhes dos altares, dos gestos dos rituais e dos rostos em oração, tudo é narrado pela luz e pela cor.


Galeria após o apoio comercial

*São eles que mantém este trabalho/Clique e saiba mais

Oferecimento:








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Galeria de fotos


*Créditos das imagens: Ciro Groh e João Carlos Souza da Rocha >>




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