Alexandre Garcia

Jornalista

Está chegando a hora

Alexandre Garcia

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Está chegando a hora

Alexandre Garcia

Domingo é o dia em que os brasileiros vão eleger o novo presidente. O primeiro turno mostrou que o governante de 2019 vai ter que presidir um povo mais crítico, com mais iniciativa, mais exigente com a ética, mais descrente nos políticos e nas instituições, querendo mudanças e não falsidades demagógicas e populistas. Mais esclarecido, o eleitor já não aceita promessas, nem aceita ser comprado por benesses assistencialistas. Vai exigir mais austeridade do governo e mais responsabilidade com as contas públicas.

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O leitor dirá que estou falando de um povo ideal, mas utópico. Eu direi que esses foram os sinais que foram digitados nas urnas no último dia 7. Há quem não tenha entendido os sinais, e não mudou o discurso intelectual produzido no topo do pedestal no interior de uma redoma. Saberemos domingo, o resultado da campanha. Aliás, a campanha esteve no nível da propaganda para vender o peixe não importando o cheiro. Um nível que surpreende a quem tiver dois neurônios, pelos argumentos que não resistem a um olhar rápido à luz da razão.

Um amigo chileno que está há três anos no Brasil conta que nunca viu, em sua vida, um noticiário de campanha eleitoral centralizado em tribunais superiores. Ele têm razão. O envolvimento do Judiciário na campanha acaba provocando desgaste para as instituições da Justiça. Infelizmente tudo por aqui acaba em tribunal, numa época em que não conseguimos resolver nossas divergências entre nós, num período em que divergimos tanto, e em tempos em que preferimos transferir para o estado as nossas pendências.

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Depois de domingo, teremos novo presidente. Uma boa parte do povo já tem consciência de que aquilo que é preciso ser mudado, reformado, não poderá ser feito no primeiro dia, no primeiro mês nem no primeiro ano. Mas é bom lembrar que outros presidentes deixaram de aproveitar a força e o poder recém saídos da urna. Agora há um Congresso bastante renovado, disposto a fazer o mais urgente, como a Reforma da Previdência e mudanças no Código Penal, no Código de Processo Penal, e nos limites da responsabilidade penal. Isso se vencer o candidato que as pesquisas colocam na liderança. Se for o outro, ouvi hoje que a partir de 1º de janeiro, o bujão de gás vai custar 49 reais.