Estações da ANA no rio Itajaí-Mirim em Botuverá e Vidal Ramos estão com problemas

Equipamentos transmitem dados criptografados que não podem ser lidos

Estações da ANA no rio Itajaí-Mirim em Botuverá e Vidal Ramos estão com problemas

Equipamentos transmitem dados criptografados que não podem ser lidos

A estação hidrológica da Agência Nacional das Águas (ANA), operada pela Epagri/Ciram, que fica no nascente do rio Itajaí-Mirim, em Vidal Ramos, está inutilizada há meses. O mesmo problema acontece com a estação em Botuverá, mas há cerca de 20 dias.

É com os dados de chuva e do nível do rio em Vidal Ramos que as Defesas Civis de Botuverá e Brusque fazem as suas projeções de elevação da água. De acordo com o coordenador do órgão em Brusque, Edevilson Cugiki, na última cheia, em junho deste ano, foram usados dados da estação do Centro de Operação do Sistema de Alerta (Ceops), da Furb, de Blumenau.

A estação da ANA em Vidal Ramos é operada pela Epagri/Ciram no estado. Segundo o hidrólogo Guilherme Miranda, a estrutura está funcionando, porém, os dados são enviados de forma criptografada. O problema é que o programa de computador que a agência instalou não lê essas informações.

Em resumo, segundo Miranda, os técnicos da Epagri/Ciram não conseguem ler as informações enviadas pela estação. Na prática, a estrutura está inútil. Segundo o hidrólogo, tudo depende de a ANA resolver o problema com o programa de computador e a criptografia.

A Agência Nacional de Águas afirma, por meio de nota, que a solução está próxima. Segundo a agência, “nova configuração do software da estação de mediação pode ser feita localmente”, ou seja, a Epagri/Ciram poderia fazê-la.

“Tudo o que podemos fazer, estamos fazendo [para solucionar o problema]”, afirma o hidrólogo da Epagri/Ciram. Ele ressalta que a ANA conta com mais de 4,5 estações como esta pelo país.

Independente disso, a agência assume o compromisso de solucionar a criptografia ainda nesta semana. “A ANA está tomando as providências para fazer a reconfiguração remota ainda esta semana. Caso seja necessário, um técnico será deslocado”, diz a nota.

Ter dados confiáveis da chuva em Vidal Ramos é fundamental, também, para Botuverá. A cidade recebe a água, que continua até Brusque e termina em Itajaí, onde desemboca no rio Itajaí-Açu. Neste ano, apenas a estação do Ceops estava em funcionamento. Conforme O Município já noticiou, existe diferença entre os dados de cada órgão.

Para ter noção da importância de Vidal Ramos para as projeções em Brusque, a Defesa Civil local planeja implantar uma estação própria na nascente do rio Itajaí-Mirim, segundo o coordenador Cugiki.

Há uma estação da ANA também em Botuverá, mas ela está com o mesmo problema de criptografia há 20 dias, segundo a coordenadora de Defesa Civil, Maiara Colombi.

Maraia já tentou contato via e-mail com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) – órgão que é o responsável pelo equipamento -, mas sem sucesso. A expectativa é que a situação seja resolvida em breve.

Em Brusque, a agência e a Epagri têm o mesmo acordo. A estação fica perto da ponte estaiada Irineu Bornhausen, e foi alvo de vândalos há poucos dias. Mas ela opera normalmente, segundo o hidrólogo.

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