Após incêndio, Estofaria Tomasi retoma atividades sem demissões e planeja novo galpão

Empresa foi quase toda perdida após ser consumida pelo fogo no início do mês, no bairro Dom Joaquim

Após incêndio, Estofaria Tomasi retoma atividades sem demissões e planeja novo galpão

Empresa foi quase toda perdida após ser consumida pelo fogo no início do mês, no bairro Dom Joaquim

A estofaria Tomasi, atingida por um incêndio em 12 de abril, está operando normalmente em um galpão alugado na rua Luiz Morelli, nº 19, atrás do Hospital Dom Joaquim, e não demitiu funcionários. A empresa levou o pouco que sobrou do incêndio e, após ter comprado uma quantidade mínima de maquinário e ferramentas que permitisse o retorno aos trabalhos, e voltou a operar. Até o momento, nenhum dos 40 funcionários foi demitido.

“Não queremos demitir ninguém. Não deve ser necessário. O pessoal nos ajudou muito com o incêndio, a salvaram materiais, não é justo dispensá-los assim”, explica um dos sócios da estofaria, Daniel Tomasi.

A empresa precisou ficar totalmente parada por pouco mais de uma semana até que a transferência para o galpão improvisado fosse concluída, mas a fábrica já operava quatro dias depois do incêndio. Com isso, os pedidos se acumularam, e evidentemente, a produção é reduzida se comparada com a fase antes do incêndio, que destruiu mais de 80% da Tomasi.

“Estamos pedindo uns 10 dias a mais de prazo para a entrega. Ainda temos matéria-prima chegando de longe. Perdemos quase tudo, de tecido devem ter sobrado uns 30 metros. Estamos produzindo no galpão, a fábrica está lá, e o escritório comercial está onde era nosso showroom”, comenta. As operações no galpão alugado devem durar entre seis e oito meses.

A retomada relativamente rápida da estofaria se deve às reservas de emergências. Um seguro nunca havia sido aprovado pelas corretoras, pela atividade ser considerada “de alta periculosidade”. “Fomos nos preparando, não sabíamos o que poderia acontecer. Chorar não adianta, tivemos que agir.” As economias, junto com promoções que fornecedores parceiros têm oferecido, foram fundamentais para a rápida volta às atividades.

O retorno da empresa às atividades já inclui negociações com construtoras para as obras do novo galpão, no mesmo local em que estava o destruído pelo incêndio, mas com tamanho maior. Os projetos contêm uma área isolada para depósito de produtos inflamáveis ou que pegam fogo com facilidade.

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