Estudantes se manifestam contra pedido de universidades de Brusque à prefeitura

Unifebe, Uniasselvi e Faculdade São Luiz pedem que transporte gratuito seja oferecido apenas para os estudantes de cursos não oferecidos na cidade

Estudantes se manifestam contra pedido de universidades de Brusque à prefeitura

Unifebe, Uniasselvi e Faculdade São Luiz pedem que transporte gratuito seja oferecido apenas para os estudantes de cursos não oferecidos na cidade

Cerca de 70 universitários de Brusque se manifestaram contra o pedido feito por universidades do município, que propuseram limitar o transporte gratuito aos alunos de instituições de Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau.

A Unifebe, a Uniasselvi/Assevim e a Faculdade São Luiz encaminharam ao prefeito Jonas Paegle um ofício, na semana passada, solicitando que deixe de fornecer o transporte gratuito para os estudantes de cursos que são oferecidos em Brusque.

O grupo encaminhou uma carta de repúdio aos veículos de comunicação. Além disso, caso houver mudanças, estudantes afirmam que realizarão manifestação na prefeitura.

A justificativa dos centros acadêmicos é que o critério iria “promover um tratamento justo a todos os alunos de ensino superior de Brusque, sem distinção de qualquer natureza”. No entanto, não é essa a visão dos estudantes. Para eles, a atitude é um “ataque à liberdade do cidadão”.

Guilherme Haverroth, de 18 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali, em Itajaí, diz que lamenta o posicionamento das universidades. Ele destaca que os alunos devem escolher onde querem estudar, sem sanções. “Observamos que essas três universidades querem lucrar com o malefício de outras”.

Fernanda Cabral e Silva, 34, estudante de Psicologia na Univali de Itajaí, também questiona a posição das universidades. Para ela, “é uma vergonha, sem cabimento” a postura das entidades.

A aluna argumenta que os estudantes trabalham em Brusque e contribuem com impostos, por isso têm o direito de escolher o local onde querem fazer a graduação. “As universidades de Brusque querem tirar o nosso direito por querermos escolher o que é melhor para nós?”.

Outro ponto levantado pelos alunos é que o prefeito se comprometeu, em sua campanha eleitoral, que forneceria o transporte gratuito aos acadêmicos.

Nas gestões de Paulo Eccel, Roberto Prudêncio Neto e José Luiz Cunha, o Bóca, somente era fornecida a gratuidade do transporte universitário para fora da cidade aos estudantes de cursos não ofertados em Brusque.

A prefeitura ainda não tem um posicionamento sobre o assunto, mas se comprometeu a analisar, para em breve dar um retorno.

As universidades de Brusque foram procuradas para comentar o assunto, mas não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

Atualmente, 27 veículos transportam entre 1,8 mil e 2 mil estudantes por dia para as universidades de Brusque, Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau.

Veja a nota:

“Em virtude desse pedido encaminhado pelas instituições de ensino de Brusque ao atual prefeito Jonas Paegle, os estudantes subscritos sentem-se diretamente prejudicados com a possível retirada do benefício de assistência do transporte universitário.

É evidente que o pedido feito ao Prefeito Municipal possui caráter oportunista, uma vez que demonstra interesse em forçar que os munícipes sejam direcionados para tais instituições.

A retirada do beneficio assistencial de transporte universitários a atual administração da prefeitura brusquense estaria prejudicando, parte dos 2 mil alunos regularmente matriculados em cursos em universidades conceituadas e com ótimos indicadores de pesquisa, inovação, internacionalização, ensino e mercado, os quais as instituições brusquenses carecem.

Ademais, os valores e condições das mensalidades fora de Brusque, bem como o número muito superior de oferta de bolsas, tem sido atrativo para a escolha de uma graduação mais barata e de qualidade superior.

Para os estudantes de Universidades Comunitárias, é lamentável o posicionamento oriundo da Unifebe, uma vez que seu reitor é vice-presidente do sistema ACAFE e sempre compactuou com as políticas de assistência universitária.

Dessa forma lamentamos novamente termos que nos manifestar em virtude de um direito já adquirido que nos garante estudar, bem como de ter a livre escolha de decidir onde realizar a graduação, não só pela competência da universidade em que estuda, mas também pelo que ela tem a oferecer em estudos posteriores à graduação.

Sendo assim, solicitamos a mantença do transporte universitário, para que os estudantes não sejam prejudicados em seu futuro profissional considerando o benefício para o município no avanço da mão de obra qualificada, lutaremos para usufruir do mesmo”.

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