Membros da Associação Artístico Cultural São Pedro (AACSP) iniciaram nesta quinta-feira, 6, a primeira etapa da preparação para a terceira Maibaum, a Árvore de Maio, tradição alemã trazida para Guabiruba em 2008, e renovada a cada cinco anos.

A Maibaum consiste em um mastro de madeira pintado de branco e azul em forma espiral, que é erguido sem ajuda de força mecânica, sempre no primeiro dia de maio, como símbolo de organização e união.

À tarde, o grupo se reuniu em uma propriedade no bairro Pomerânia, para escolher a árvore que se transformará na nova Maibaum, fazer o corte e podá-la. Cerca de sete pessoas participaram desta etapa.

Para conseguir a Maibaum perfeita, é preciso levar em conta algumas características da árvore. “É preciso escolher uma árvore reta e mais uniforme possível. Também não pode ser uma árvore muito nova, tem que ser mais velha para aguentar cinco anos no mesmo local”, explica Fabiano Siegel, um dos coordenadores do projeto.

O processo
Após analisar, pelo menos, três árvores, o grupo escolheu um eucalipto do tipo vermelho de aproximadamente 25 anos de idade e quase 30 metros, que mais tarde, será podada para ficar em 21 metros.

Após a escolha, começou a preparação para o corte. Um cabo de aço foi amarrado em torno da árvore e engatado no trator. Depois, com o auxílio de uma motosserra, foi serrado o tronco e, depois, a árvore foi puxada com o trator.

Já com a árvore ao chão, os membros do grupo avaliaram se ela poderia ser usada para a Maibaum. Depois de aprovada, foi feita a medição com uma trena e, em seguida, a poda dos galhos.

Por fim, ela foi removida para uma área mais plana para facilitar no processo de secagem, que deve durar três meses. “Semana que vem vamos tirar ela daqui e levar para um terreno baldio onde vai ficar três meses parada”.

Próximos passos

O próximo passo na preparação da Árvore de Maio será daqui a 15 dias, com a retirada da estrutura que será substituída pela nova. “Vamos retirar a Maibaum e, em seu lugar, colocar um banner explicando sobre o que é a tradição. Também vamos ter que construir uma nova base para a árvore porque como teve mudança na parte da fiação, teremos que levantá-la de outra direção”.

Daqui a três meses, quando a árvore estiver seca, ela será levada para o local onde será tratada, descascada, lixada e pintada artesanalmente. Só depois começa o trabalho das faixas, que serão colocadas em espiral.

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