Fábrica de Tecidos Carlos Renaux encerra suas atividades. Rolf Bückmann, diretor da empresa, explica os motivos que levaram a empresa à falência

Pedido de autofalência foi protocolado na quinta-feira, 11 de julho. Confira entrevista exclusiva sobre o caso

Fábrica de Tecidos Carlos Renaux encerra suas atividades. Rolf Bückmann, diretor da empresa, explica os motivos que levaram a empresa à falência

Pedido de autofalência foi protocolado na quinta-feira, 11 de julho. Confira entrevista exclusiva sobre o caso

A Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, oficialmente, encerra suas atividades produtivas. Pelo menos na forma como se encontra atualmente, com administração particular. A diretoria da empresa protocolou na quinta-feira, 11 de julho, o pedido de autofalência junto à Vara Comercial de Brusque. 

O documento foi entregue no fim da tarde e deve ser avaliado nesta sexta-feira, 12 de julho, pela justiça. Existem duas possibilidades: o decreto de falência com ou sem continuidade. No primeiro caso, as atividades seriam encerradas definitivamente, e os bens da empresa penhorados para pagamentos de créditos fiscais e trabalhistas. A segunda hipótese, da falência com continuidade, possibilitaria a retomada da produção industrial, mas sob a tutela de um administrador judicial.

O anúncio do pedido de autofalência foi feito pelo atual diretor da fábrica, Rolf Bückmann. Aos 73 anos, Bückmann despede-se do comando da empresa, na qual trabalhou por quase cinco décadas. Ele falou com exclusividade ao Jornal Município Dia a Dia sobre os caminhos e as decisões que levaram a empresa centenária ao declínio. 
Município Dia a Dia: Esse é o fim da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux?

Rolf Bückmann: Teoricamente sim, o pedido de autofalência foi protocolado. Ainda vou conversar com o Gilson (Sgrott, administrador judicial), mas o consenso é de que parte dos trabalhadores deva ser mantida, por hora. Seguranças e porteiros, principalmente, para resguardar o patrimônio até que a justiça defina um destino para as instalações da fábrica. O plano A seria reativar a produção industrial, se o decreto da justiça for de falência com continuidade. O plano B seria liquidar tudo, fazer um leilão para quitar, primeiro, os créditos trabalhistas, e depois os créditos fiscais, e encerrar definitivamente as atividades da fábrica.
***Confira a entrevista exclusiva completa na edição desta sexta-feira, 12 de julho, do Jornal Município Dia a Dia.
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