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Fenarreco 2017 tem o menor público dos últimos seis anos

No entanto, lucro foi o maior registrado no mesmo período: R$ 141,5 mil

Fenarreco 2017 tem o menor público dos últimos seis anos

No entanto, lucro foi o maior registrado no mesmo período: R$ 141,5 mil

A 32ª Festa Nacional do Marreco, a Fenarreco, registrou o pior público dos últimos seis anos, de acordo com levantamento realizado por O Município. A Prefeitura de Brusque divulgou, ontem, o balanço oficial do evento.

Segundo a organização, passaram pelo pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof cerca de 110 mil pessoas. 

Em 2012, o público oficial foi de aproximadamente 115 mil visitantes. De 2013 em diante, em todos os anos o público superou 130 mil foliões.

No ano passado, a prefeitura divulgou que passaram pelo pavilhão cerca de 149 mil pessoas. Foi o melhor resultado dos últimos seis anos.

Na comparação dos números, a 32ª Fenarreco teve quase 40 mil pessoas a menos de público em relação à edição anterior.

O relatório final com os números da Fenarreco de 2017 foi apresentado à imprensa em entrevista coletiva pelo prefeito Jonas Paegle, secretário de Desenvolvimento Econômico, João Beuting, e diretor de Turismo, Norberto Maestri, o Kito.

Segundo a organização, passaram pelas catracas, durante os 12 dias, mais de 110 mil pessoas. O diretor de Turismo disse que este número pode, na verdade, ser maior, já que “centenas de pessoas” conseguiram entrar sem passar pela catraca.

Lucro cresce
O relatório divulgado pela prefeitura ontem informa que o gasto total que a prefeitura teve para realizar a 32ª Fenarreco foi de R$ 1,22 milhão. A contratação de bandas para a festa e para o desfile foi a maior despesa, na casa dos R$ 419 mil.

Já as receitas atingiram R$ 1,36 milhão. A bilheteria foi a maior fonte de recursos, já que entraram nos cofres R$ 375 mil, segundo a organização.

O contrato com a cervejaria Germânia, no valor de R$ 307 mil, também foi uma fonte grande de receita.

O saldo da 32ª Fenarreco foi de R$ 141 mil positivo. Foi o maior lucro das festas nos últimos cinco anos.

O mesmo levantamento de O Município revela que em 2012 a festa do marreco praticamente empatava quando o assunto era resultado financeiro. Naquele ano, o lucro foi R$ 12 mil, e no ano seguinte, R$ 32 mil.

2016: governo estadual não apoiou
No ano passado, segundo a prefeitura informou à época, o lucro foi de R$ 137 mil. Quase o mesmo deste ano, contudo, neste ano o governo do estado injetou dinheiro na Fenarreco.

O estado repassou R$ 150 mil para a prefeitura. Em 2016, o governo catarinense prometeu, mas não contribuiu, de acordo com a prefeitura, na época.

O lucro de R$ 141 mil deste ano não existiria sem o governo do estado, revelam os dados. Sem o recurso, a festa teria registrado prejuízo de R$ 9 mil.

2014: maior prejuízo registrado
Segundo a pesquisa, 2014 foi o pior ano da Fenarreco no aspecto financeiro, quando o resultado indicou déficit de R$ 275 mil. Norberto Mestri, o Kito, diretor de Turismo atualmente, também estava à frente da organização.

Ele disse, na época, que o prejuízo de R$ 275 mil devia-se ao aumento de atrações famosas da festa, como as bandas Cavalinho, Os Montanari e Vox 3. Essas mesmas bandas se apresentaram neste ano.

Kito também disse, em 2014, que a adesão aos trajes típicos – que garantia gratuidade à época – impactou para que o resultado financeiro fosse negativo. Neste ano, quem foi trajado pagou meia entrada, portanto, o impacto foi menor.

Organização avalia mudanças na festa

O prefeito Jonas Paegle afirmou, na entrevista ontem, que a 32ª Fenarreco superou as expectativas. Segundo ele, foi uma das melhores edições dos últimos anos.

Beuting comemorou que, apesar da crise financeira do país, a festa não deu prejuízo. “A Fenarreco foi, com certeza, uma festa sustentável”.

Para o diretor de Turismo, o lucro líquido de R$ 141 mil foi uma surpresa, pois a festa passou por várias mudanças neste ano.

“O importante é que a festa se pagou e ainda chegamos a esse lucro”, afirmou Kito. Ele avaliou que a crise financeira do país não intimidou os foliões, que foram dispostas a gastar.

“Impressionou o número de turistas que vieram”, disse Kito. No entanto, o diretor fez questão de ressaltar o número de famílias e de empresas que compareceram em grupo na Fenarreco de 2017.

Mudanças
Entre as principais mudanças desta edição, estiveram a estreia do geotúnel – tenda para atrações musicais e culturais em formato de túnel, e a montagem de parque de diversões na área em frente ao pavilhão, ao lado do estacionamento. Na avaliação da organização, ambas foram acertadas.

Kito afirma que era necessário tirar o parque do espaço ao lado da praça de alimentação para dar espaços às demais atrações. Tanto ele quanto Beuting avaliam que a mudança foi proveitosa para quem queria aproveitar as atrações musicais com mais conforto.

O parque do lado de fora foi visto com bons olhos justamente por liberar espaço para o geotúnel. No entanto, houve problemas de segurança, informados pela Polícia Militar.

Parque será voltado às crianças

A organização já começa a pensar a 33ª Fenarreco. Uma coisa praticamente certa de que irá mudar é o parque de diversões, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico.

“Para a festa, o parque foi ótimo, mas nos perturbou”, disse. Ele se referia aos casos de consumo de álcool e drogas, além de brigas. Em 2018, o atual parque deve dar lugar a outro, voltado para crianças. O atual conta com brinquedos voltados a adultos.

Segundo o anúncio do secretário, a prefeitura estuda, com boa probabilidade de se confirmar, manter o parque. Mas será com brinquedos infláveis e terá monitores para cuidar das crianças.

Beuting afirmou que a atual estrutura tem brinquedos ultrapassados, o que, inclusive, pode resultar em acidentes, se não houver manutenção adequada. Enquanto o diretor de Turismo não foi tão categórico quanto ao fim do parque, Beuting se posicionou pela mudança.

Kito disse que as mudanças para o ano que vem não se limitarão ao parque de diversões. Elas devem englobar nova decoração para o desfile e para o pavilhão.

Ele afirmou, também, que se estuda até mesmo a instalação de mais um pavilhão. “Vimos várias pequenas falhas, que corrigiremos”.

Segundo ele, o público da 33ª Fenarreco deverá crescer devido à duplicação da rodovia Antônio Heil.

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