Rodrigo Santos

Jornalista esportivo - rodrigosantos@omunicipio.com.br

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Fim da linha **foto: rodrigo santos Brusque foi eliminado pelo São José (RS) no último domingo, 16 Crédito: LUCAS GABRIEL CARDOSO / BRUSQUE FUTEBOL CLUBE NA NOTA "GRÁFICO", vai a imagem "gráfico". TÁ RUIM, MAS É SÓ PRA VER A EVOLUÇÃO.

Rodrigo Santos

O Brusque acabou eliminado pelo São José por causa de um gol. Muitos podem colocar a culpa naquela falha no finalzinho do jogo em casa que transformou um 2 a 0 em 2 a 1 e que deu ao time gaúcho a possibilidade de seguir em frente na Série D com uma vitória simples. Eu prefiro ir além: um time que quer o acesso não pode fazer uma campanha tão ruim jogando fora de casa. No Augusto Bauer, tudo perfeito, com 4 vitórias. Fora daqui, foram três derrotas e um empate com três jogadores a mais em campo. Não era possível.

Terminada a partida, eu não estava revoltado com o gol tomado, por um motivo bem simples: não vi na montagem do time uma vontade grande de subir. Pelo menos, o time não foi montado pra ir longe, como foi no estadual. Há dois meses, o empresário Luciano Hang, parceiro do Bruscão, disse que o time precisava se planejar para chegar à Série B.

Só que, para isso, é necessário subir na D e depois na C. O Brusque não tinha bala na agulha para montar um elenco de acesso, e mesmo assim, com uma folha de aproximadamente 70 mil reais, conseguiu a classificação. Com algumas peças a mais, dava pra brigar.

Agora, vem a Copa Santa Catarina, que nem deveria acontecer para que o Brusque entre direto na Copa do Brasil em 2018 pelo quarto lugar no Estadual. Mas os movimentos indicam que ela deve mesmo acontecer. Logo, o Bruscão terá que levar seu quarto título na competição para ter um calendário mais gordo no ano que vem.

A Arapuca
Quem viu Inter x Luverdense, e quem vai ver o que aconteceu no Beira-Rio, terá pensamentos diferentes. Do lado de lá do Rio Mampituba, há uma corrente gigantesca de defesa da arbitragem, cujo assistente violou toda e qualquer regra que ele aprendeu na escola: mesmo se tivesse se arrependido do impedimento (existente), deveria seguir atrás do lance e, em caso de gol, corrido para a linha central. Não fez nada disso, ficou parado feito um poste e pior, invadiu o campo.

Por mais que alguns comentaristas ex-árbitros defendam a legalidade do gol, que para mim não se sustenta, pois Pottker, mesmo se não tivesse participado do lance (para mim participou), ajudou a atrapalhar a zaga do Luverdense, é inegável que o assistente fez toda a lambança. Pior: abre-se aí uma brecha para que alguém com más intenções faça igual, levantando a bandeira para parar a defesa adversária, não fazer qualquer tipo de reação de seguir no lance. 99,9% dos times parariam. O Inter pararia em situação igual. O discurso de bonzinho é puro trashtalk.

E o resultado pode ter sido bom para o Inter na tabela. Mas é muito ruim no aspecto técnico. O time não jogou absolutamente nada e não merecia ter vencido de forma alguma.

Notas

Desmanche
Com a saída do Brusque da Série D, os clubes da segunda divisão de SC correm feito loucos atrás dos atletas para o resto do ano. O goleiro Dida e o meia Max, por exemplo, assinaram contrato com o Juventus de Jaraguá do Sul.

Parado
O Campeonato de Futebol Amador de Brusque está parado novamente, por causa de uma denúncia de jogador irregular que obrigou o cancelamento da semifinal. A terceirização do campeonato, motivada pelo aparecimento de uma suposta diretoria da finada Liga Desportiva Brusquense, não deu nada certo. Conversei segunda-feira na TV Brusque com Ademir de Souza, o Toto, superintendente da Fundação Municipal de Esportes, que afirmou que tem interesse em voltar a organizar esse campeonato no ano que vem, atendendo a pedidos de atletas, depois de tantos problemas. É o melhor caminho a ser seguido. Não tinha porque mexer em algo que estava funcionando.

O gráfico
O Juliano Fossá, de Chapecó, me envia gráfico bem interessante sobre o desempenho da Chapecoense comparado em todos os anos que disputou a Série A do Brasileiro. Mesmo com os altos e baixos do time, troca de técnico e muitas incertezas em cima da qualidade do elenco, a Chape tem desempenho bastante similar ao do ano passado, quando não passou apuros para escapar do descenso. Neste mesmo ponto do campeonato, o time tem exatamente a mesma campanha do ano passado, faltando seis para igualar a campanha do primeiro turno de 2016. O desempenho é bem superior ao de 2014 e apenas um ponto abaixo de 2015, o melhor deles, quando o técnico era Vinicius Eutrópio. Ou seja, nada está perdido nem fora de controle. O histórico demonstra.

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