Fundadores relembram história do Grêmio Esportivo Nacional

O clube, um dos mais populares de Brusque na década de 60, fechou as portas há mais de 10 anos

Fundadores relembram história do Grêmio Esportivo Nacional

O clube, um dos mais populares de Brusque na década de 60, fechou as portas há mais de 10 anos

Embora tenha encerrado oficialmente as atividades há mais de 10 anos, o Grêmio Esportivo Nacional ainda permanece vivo na memória dos que fizeram parte de sua ascensão. Considerado um dos clubes mais populares de Brusque na década de 60, o Nacional viveu dias de glória no futebol de campo e na bocha. A sede, localizada na rua Prudente de Morais, no Centro, foi palco de encontros e de festas que, anos mais tarde, tornariam-se inesquecíveis.

A sede do clube, localizada na rua Prudente de Morais, no Centro, foi vendida há cerca de quatro anos / Foto: Juliana Eichwald
A sede do clube, localizada na rua Prudente de Morais, no Centro, foi vendida há cerca de quatro anos / Foto: Juliana Eichwald

Orgulhoso das conquistas do clube, sobretudo no futebol de campo, Ignácio Moresco, um dos fundadores, lembra que o Nacional surgiu em 1960. No entanto, a história de formação do clube é ainda mais antiga. Anos antes da construção da sede, os meninos do bairro (incluindo seu Ignácio que, na época, tinha 16 anos de idade) montaram um time de futebol chamado Bangu.

Incentivados por Emilio Farias, os meninos começaram a disputar – e vencer – partidas nos campinhos de grama do município. Anos mais tarde, e sob outro nome (Ferroviário), o time decidiu eleger a nomenclatura definitiva do clube através de uma enquete em um programa de rádio.

“O mais votado foi Nacional. Então fundamos o clube em 1960. Depois da fundação, fizemos uma estrutura e uma cancha de bocha a céu aberto na rua rua Vicente Schaefer, no Centro, para os jogadores se reunirem, mas em 1961 teve uma enchente e levou tudo. Então depois disso fizemos uma reunião com o padre Zucco e acabou se comprando o terreno na Prudente de Morais”, lembra.

A madeira utilizada na construção da sede do clube, conta seu Ignácio, foi doada por ele próprio. “Eu ia casar e construir uma casa, então doei e depois eles me devolveram”, diz. A sede, que tinha cerca cerca de 12 x 20 metros, contava também com uma cancha de bocha. A bocha, inclusive, foi o forte do clube após o time de futebol pendurar as chuteiras.

“Em 60, o time de futebol ficou campeão do campeonato Centenário. Em 61 e 62 ficamos campeões do amador de futebol. Mas o futebol acabou se tornando caro. Tudo envolvia dinheiro, pra comprar chuteiras e camisas. Então o time parou de jogar em 62. E a bocha ficou mais forte”, afirma o fundador.

O Nacional disputou campeonatos com a equipe feminina e com a equipe masculina de bocha. Everson Fidelis, filho de um dos fundadores (Bras Fidelis), conta que o ápice da bocha no clube foi nas décadas de 70 e 80, época em que a modalidade também era popular no restante dos clubes de Brusque.

Os times de bocha também fizeram parte da história do Nacional; no destaque, de camisa listrada, Bras Fidelis, também um dos fundadores do clube / Foto: Arquivo Pessoal
Os times de bocha também fizeram parte da história do Nacional; no destaque, de camisa listrada, Bras Fidelis, também um dos fundadores do clube / Foto: Arquivo Pessoal

“Nessa época tinha vários torneios de bocha, que envolvia vários clubes da região”, conta. “O Nacional era um dos clubes de bairro mais populares de Brusque. Tinha sócios mensalistas também. Dentro da sede também se faziam tradicionais bailes de carnaval, baile mirim, e adulto. Em outras épocas, na década de 80, a discoteca fervia no Nacional, com tardes dançantes”, completa.

Bailes para a terceira idade e dominó também fizeram parte da história do clube, que encerrou as atividades em 2004. Porém, há apenas quatro anos os fundadores venderam a sede – já em ruínas. O dinheiro obtido através do negócio, conta Seu Ignácio, foi doado para instituições de caridade do município.

“A melhor época do Nacional foi em 60, com o time. Era muito divertido. O time e os amigos se reuniam, jogavam bocha, baralho. Da saudades”, afirma o fundador. Sentimento semelhante ao de Everson: “Foram bons tempos! Bom reviver uma época que marcou muito minha vida e de meus familiares”.

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