Futsal feminino de Brusque almeja bicampeonato nos Jogos Abertos de Santa Catarina

Depois de vencer a Liga Nacional, equipe feminina de futsal de Brusque projeta ouro nos Jasc

Futsal feminino de Brusque almeja bicampeonato nos Jogos Abertos de Santa Catarina

Depois de vencer a Liga Nacional, equipe feminina de futsal de Brusque projeta ouro nos Jasc

Nos pés de atletas como Amandinha, Nega, Jéssika e Diana está a confiança da equipe feminina de futsal de Brusque para a conquista do bicampeonato dos Jogos Abertos de Santa Catarina. Com um elenco jovem, mas experiente, as meninas do Barateiro Futsal terão a responsabilidade de defender o título após a conquista inédita do ano passado.

Em uma competição de tiro curto, a meta é começar com o pé direito já no início para não tornar dramático o triunfo como foi em 2013. Naquela oportunidade, Brusque largou com derrota para o time ‘B’ de Caçador – equipe formada por atletas emprestadas de vários clubes, inclusive do Barateiro _ o time principal jogou por Itajaí. Por pouco o clube brusquense não acabou fora da disputa do título. Terminou campeão ao vencer todos os confrontos seguintes e contar com tropeço de Caçador diante de Chapecó na última partida da competição.

É com esta experiência na bagagem que a ala Diana comenta a necessidade de iniciar a disputa com vitória. “Sabemos que é uma competição de tiro curto: todos contra todos e pontos corridos. Derrota ou empate já nos tira grandes possibilidades do título. Mas estamos focadas, treinando bem, pensando em dar nosso melhor”, diz.

Com a lesão da goleira Marielle, fora da competição, será da jogadora a responsabilidade de levantar a taça caso o time seja campeão. “Fiquei feliz pela novidade (de ser capitã). É sempre uma responsabilidade maior, porque tem que comandar a equipe conforme o desenvolvimento do jogo”, diz.
Reforço de peso

Para o lugar de Marielle, Brusque contará com um reforço de peso. “No momento em que a Marielle se machucou, a Dani (Daniela Civinski, diretora do clube) agiu rápido e trouxe a Jozi (goleira e capitã da Seleção Brasileira). Hoje ela joga na Espanha, mas nasceu em Santa Catarina. Por isso, pode jogar os Jasc”, revela o técnico Anderson de Menezes, o Esquerda. Atualmente a atleta defende as cores do Burela. A jogadora chega na próxima semana, próximo da estreia do time no dia 21 diante de Blumenau. Além de Marielle, Esquerda contará ainda com o desfalque da ala Luísa. “Para o lugar dela, infelizmente não conseguimos ninguém. Mas é um grupo bom. Essas meninas do sub-20 terão a oportunidade e acredito que vão agarrar com tudo”, avalia.

‘Equipe mais experiente’
Para chegar ao bicampeonato, Esquerda conta com dois reforços que não tiveram na conquista do ano passado. Brenda, uma dos pilares da equipe, saiu, mas chegaram atletas não menos experientes, e sobretudo, com conhecida qualidade. Jéssika foi contratada ainda no início deste ano após sete temporadas em Chapecó. Desirre, apesar de entrar menos, também é vista como crucial para Esquerda, sobretudo neste tipo de competição. O treinador vê uma equipe mais experiente do que o ano passado. “Vejo que faltava uma experiência dentro do grupo. A Desi não atua tanto, talvez pela forma como as outras equipes vem jogando contra a gente, mas ela tem papel importante e é uma referência até nos treinamentos, já que ajuda bastante as mais novas”, destaca.

Jéssika já conquistou seu espaço. Assumiu a titularidade e vem sendo destaque da equipe em algumas partidas. Já adaptada, a atleta elogia o novo time e acredita que as meninas possuem condições de defender o título da competição. “Espero que nosso time jogue como está. A gente vem de boas partidas. Fomos bem na liga e fizemos bons jogos pelo Estadual. A equipe está bem entrosada”, diz ela. Assim como Diana, a jogadora também alerta sobre a necessidade de começar com vitória para buscar mais um título. “Sabemos que é uma competição difícil: como é pontos corridos, não pode vacilar em nenhum momento. É um campeonato que temos que ter atenção do início ao fim, pois um simples tropeço pode custar caro”, alerta. Junto com a própria Desirre, Jéssika é a atleta mais experiente da equipe, mas tira a responsabilidade das costas ao destacar a bagagem das companheiras de clube. “As atletas daqui são jovens, mas jogam juntas há muito tempo. Mesmo com a pouca idade, são muito responsáveis com o papel de representar Brusque”, diz.

Caminho para o título

Em Itajaí, Brusque terá velhos conhecidos em busca do título. As principais atenções estão para as arquirrivais de Chapecó, mas outras equipes também chama a atenção de Esquerda. “Sempre aparece uma surpresa. Ano passado a gente viu com Caçador, que não eram as meninas deles. Nós emprestamos atletas, Chapecó também, e eles só não foram campeões porque perderam na final para Chapecó”, lembra.

O treinador vê um fator positivo e outro negativo antes do início da competição. “Não é uma preocupação, mas a gente jogou pouco este ano. Considero que algumas meninas poderiam ser melhor observadas e a gente não observou tanto. Talvez em algum momento, como é uma competição de tiro curto, possamos precisar bastante”, diz.

O ponto positivo, segundo ele, é de que como as atletas estão disputando jogos do Estadual nas últimas semanas, é possível usar esta competição para armar a equipe em cima de cada adversário. “Contra Chapecó já foi assim. Blumenau também. E ainda enfrentaremos Caçador antes da estreia nos Jasc. É uma semana em cima de cada adversário, porque o que a gente vai enfrentar agora no Estadual, serão os mesmos desafios dos Jasc”, explica o treinador. Brusque, Chapecó, Itajaí, Caçador, Blumenau e São Ludgero são as equipes que vão brigar pelo título do futsal feminino.

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