Galeria se rompe e abre cratera no bairro Limeira

De acordo com o secretário de Obras, houve falha estrutural da tampa da galeria; empresa já foi notificada

Galeria se rompe e abre cratera no bairro Limeira

De acordo com o secretário de Obras, houve falha estrutural da tampa da galeria; empresa já foi notificada

Os moradores da rua Vicente Mafezzolli, no bairro Limeira, foram surpreendidos pela formação de uma cratera no fim da rua. O buraco, de aproximadamente cinco metros de extensão, se abriu após a passagem de um caminhão, no início da tarde de segunda-feira, 19.

A rua abriga as galerias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Macrodrenagem, da Bacia Limeira. Segundo os moradores, a obra no local levou cerca de um ano para ficar pronta, e até as últimas semanas havia resolvido o problema com os alagamentos.

No entanto, com as fortes chuvas dos últimos dias, as ruas Luis Bertoldi, Victorio Floriani e Eugênio Brandt voltaram a alagar, e nesta semana o problema se agravou com a formação da cratera que mostrou que a tampa de uma das galerias do PAC se rompeu. “Há umas duas semanas as ruas de baixo começaram a alagar com as chuvas. Acredito que a galeria estava desmoronando aos poucos, e com o peso do caminhão acabou cedendo”, diz o operador de máquina, Sérgio de Sousa Oliveira, morador da rua há 14 anos.

A moradora Marcela Rodrigues afirma que depois que as obras do PAC foram concluídas, a Secretaria de Obras não realizou manutenção. “Depois que fizeram a galeria não vieram fazer a manutenção, entupiu tudo e começou a alagar de novo. Agora, temos que ficar com mais esse transtorno, mau cheiro, sem água por causa dessa obra mal feita”.
Falha estrutural

O secretário de Obras, Gilmar Vilamoski, afirma que a cratera se formou devido a um problema estrutural da peça que foi assentada na galeria. “Naquela obra, o sistema de galerias é diferente, então houve o rompimento de uma tampa. Foi um problema de controle de qualidade desta tampa, porque as demais resistiram”, justifica.

Ele destaca que a empresa que executou a obra do PAC naquela rua, a Catedral Construções Civis, já está sabendo do problema. “A empresa foi notificada e fará os devidos reparos, sem dano nenhum ao município”.
Vilamoski ressalta que os alagamentos nas ruas próximas aconteceram também devido ao assoreamento da vala e das galerias. “A altura total da galeria é de 1,5 metro, tinha um vão livre de 30 centímetros, então estávamos com um assoreamento de 1,2 metros dentro da galeria por conta do excesso de barro que vem com as enxurradas. A nossa equipe já começou a fazer o desassoreamento do ribeirão na sequência das galerias, e depois desse trabalho, tudo voltará ao normal”.

A falta de manutenção também contribuiu para o problema, segundo o secretário. “As obras do PAC resolvem, mas exigem a constante manutenção, nesse caso não percebemos o assoreamento porque se dava numa vegetação fechada, ao longo de um pasto. Por isso é importante os moradores nos avisarem para que a gente faça a manutenção preventiva”.

Nos próximos dias, a empresa deve iniciar o conserto da galeria. O trabalho no local deve durar 30 dias. “A empresa tinha algumas peças disponíveis para começar a reposição, porém outras peças teriam que ser concretadas, e depois disso tem um tempo de cura de 15 a 21 dias, aí tem mais o assentamento das peças, por isso o trabalho deve ser concluído em torno de 30 dias”.

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