Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Geração perdida nas contravenções

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Geração perdida nas contravenções

Sérgio Sebold

É indigesto falar sobre geração perdida. Que me perdoem os jovens, isto é mais uma constatação do que um julgamento. O comportamento atual é reflexo da geração anterior. Todo o ser humano nasce com uma mente limpa e aberta a ser preenchida pela nossa civilização. O que for dito a eles será aceito passivamente particularmente nas questões éticas e morais.

O que está se constatando é a enganação ética de toda uma geração pela mídia, pela escola, pelas companhias não monitoradas pelos pais, e o pior de todos, maus exemplos das autoridades constituídas. Estamos num beco sem saída do caos moral.

Como as aspirações dos jovens “vão muito além do emprego” é nesta hora que forças intelectuais marxi-leninistas procuram subverte-los com doutrinas, ideologias e perversões.

A grande maioria das pessoas que estão aparecendo no cenário político em termos de liderança perdeu a noção de ética. Esta desconstrução começou na década de 60, já comentada anteriormente pelo canto da sereia socialo-comunista.

A “ética normativa” procura racionalizar entendimentos sobre os valores morais praticados e desenvolvidos pelos grupos sociais. Assim, ocupa-se em determinar os princípios daquilo que acha ser certo ou errado, que tenha seu valor justificado ou não, dentro dos códigos morais, adotados num determinado grupo social.

Na vida real ela é representada pelas leis, objetivando estabelecer uma segurança de comportamento na sociedade nos seus mais diversos relacionamentos; na família, nos acordos, nos empreendimentos sociais e econômicos. Elas, as leis, sempre são gestadas dentro de uma concepção ideológica. Não importa que matiz. A rigidez ao cumprimento da lei, em geral se estabelece em relação às condições mais críticas que vive o país, que pode ser social (fome, desemprego etc), ou, pode ser política de grupos para se manter no poder.

Nas negociações quer sejam sociais ou comerciais, há um espaço de discussões (barganhas) sendo tudo moralmente válido. Mas concluído os acordos e selado, nada mais justifica que um, ou ambas as partes buscam meios de tirar vantagem ou se ludibriarem. Infelizmente, a todo instante este comportamento se manifesta em todos os níveis sociais, chegando ao absurdo de nossos líderes usarem do mesmo expediente, com alegação que é esta a “forma” de se viver; “quem não se vira se ferra” dando um péssimo exemplo para a juventude.

O que se pode esperar do país onde um político populista exalta a apologia do roubo dizendo publicamente (sic) “…a profissão mais honesta é a do político, sabem por quê? Porque todo ano por mais ladrão que ele seja, ele tem que ir pra rua encarar o povo e pedir voto. O concursado não, se forma na universidade, faz um concurso e está com um emprego garantido para o resto da vida”.

Como dito por Leandro Karnal sobre a cultura brasileira, “todos aceitam as leis mas ninguém quer cumpri-las”.

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