Golpes do falso aluguel para temporada começam a fazer vítimas no litoral

Em Bombinhas, antes mesmo da temporada, quatro casos já foram registrados na delegacia de Polícia Civil

Golpes do falso aluguel para temporada começam a fazer vítimas no litoral

Em Bombinhas, antes mesmo da temporada, quatro casos já foram registrados na delegacia de Polícia Civil

Os golpes do falso aluguel para temporada no litoral já começaram a fazer vítimas. Em Bombinhas, quatro boletins de ocorrência (BO) foram registrados relatando os casos que ocorrem pela internet. A delegada Luana Backes, de Bombinhas e Porto Belo, alerta as pessoas que pensam em alugar um imóvel para passar as férias. Em 2014, o município registrou 22 casos, em 12 deles o dinheiro chegou a ser depositado.

Segundo a delegada, os estelionatários, na maioria das vezes, são do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Eles pegam fotos do imóvel no site das imobiliárias e fazem o cadastro no site da OLX com dados falsos, e oferecem por um valor abaixo do mercado. O contrato de locação é feito também utilizando dados falsos ou em nome de um laranjas, com número para contato e o endereço de autenticação de assinatura de outro estado. Para garantir a locação, os golpistas exigem que seja feito um depósito prévio, com a metade do valor.

O último caso registrado em Bombinhas foi há quatro dias atrás, quando o proprietário de um imóvel de Quatro Ilhas recebeu uma ligação de que uma pessoa havia depositado R$ 200, para garantir a locação, sendo que ele não havia feito negócio com ninguém. “Muitas pessoas da região colocam os imóveis para alugar na internet nesse período. Provavelmente o estelionatário copia esses dados e fazem um novo anúncio. A pessoa deve ter tratado com o golpista e, depois encontrado o anúncio real e ligou para o proprietário, porém, depositou em conta errada”, relata a delegada Luana.

De todos os casos já registrados na delegacia, conseguiram chegar apenas em dois autores do Rio Grande do Sul, que agiram em 2014, porém apenas um foi devidamente identificado. O trabalho de investigação foi possível pela quebra de sigilo bancário, congelamento das contas utilizadas nos golpes e com a ajuda das fotos fornecidas pelas agências bancárias, no momento do saque dos valores. “A dificuldade para chegarmos até os golpistas é muito grande, pois a maioria é de fora do estado. E, como tudo é feito pela internet, às vezes o provedor do site é de outro país, e tem que ter autorização do exterior para fornecer as informações. É bem complicado investigar crimes online”, diz.

Dicas de segurança

A delegada Luana orienta que os interessados em alugar um imóvel no litoral devem procurar diretamente uma imobiliária. Caso seja alugado direto com o proprietário, deve-se ficar atento ao local de residência da pessoa. “Quem aluga a própria casa na temporada, tem que repassar endereços e contatos da cidade, não de outro estado”, alerta.

O locatário deve ficar atento também no contrato de locação e exigir que seja autenticado no tabelionato da cidade onde está sendo alugado o imóvel. Assim, as chances de ser um golpe diminuem, pois a maioria dos golpistas não moram na cidade. Segundo a delegada, essa simples exigência dificultará para o estelionatário, pois ele terá que ter uma pessoa no município que mostrará o rosto no tabelionato, onde existem câmeras, e auxiliará para o sucesso das investigações.

Outra orientação é para que se observe de onde é a agência bancária informada para depósito do aluguel, que também deve ser da região. “Quem está locando tem que desconfiar de tudo. Às vezes o valor do aluguel é tão baixo que salta aos olhos de quem quer alugar para temporada e conseguir uma vantagem, mas acaba entrando pelo cano”, diz a delegada.

Selo Digital

Em Santa Catarina existe o Selo Digital, onde durante qualquer registro de imóvel, autenticação de um documento, escritura ou certidão, é gerado um número que pode ser consultado em um site vinculado ao Tribunal de Justiça.

Durante a consulta aparecerá o tabelionato que emitiu o Selo, as partes envolvidas e o objeto da emissão do selo, por exemplo, contrato de aluguel de temporada. “São nos pequenos detalhes que tem que se atentar. Quanto mais as vítimas se precaverem, melhor. Assim vamos diminuir consideravelmente os casos de golpes no litoral”, frisa a delegada.

 

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