Governo federal nega recursos para construção de estádio da Vila Olímpica

Prefeito não fala com ministro e secretário-executivo nega verba federal para estádio

Governo federal nega recursos para construção de estádio da Vila Olímpica

Prefeito não fala com ministro e secretário-executivo nega verba federal para estádio

O plano do prefeito Paulo Eccel de conversar sobre recursos federais para a Vila Olímpica diretamente com George Hilton em Brasília foi barrado pela agenda lotada do ministro do Esporte. No entanto, Eccel foi recebido pelo secretário-executivo da pasta, Ricardo Leyser Gonçalves, que está no ministério desde o primeiro ano do governo Dilma, quando entrou como secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento. O encontro entre os dois foi realizado na última semana. A conversa envolveu discussões específicas sobre a obra, como detalhamento do projeto e de valores. Foi caracterizada, no entanto, por uma frustração: a negativa do Governo Federal de auxílio para a construção do estádio municipal, grande pilar do Complexo Esportivo.

Próximo passo

Alguns projetos da administração municipal de Brusque estão alinhados com a forma exigida pelo ministério, conforme explica Eccel. “O secretário concorda que o melhor jeito de realizar as obras é por etapas, como nós planejamos”, explica. Segundo o prefeito, Gonçalves ficou contente com o que viu. “Ele achou o projeto ousado, principalmente o complexo aquático e a área para prática de atletismo”, explica.

O secretário, no entanto, pediu a Eccel que voltasse ao ministério, desta vez com projetos específicos para cada modalidade dentro da Vila Olímpica. Segundo o chefe do executivo municipal, o próximo passo será o detalhamento das áreas esportivas. “Vamos discriminar cada espaço e reapresentar o projeto ao ministério. Lá vai constar o que terá, por exemplo, no complexo aquático. Medidas, matérias e, principalmente, os valores”, explica.

Para isso, o prefeito deve contar com o auxílio dos representantes de associações esportivas do município. Um novo encontro entre prefeitura e associações está marcado para a próxima quinta-feira. Na ocasião, os profissionais do Departamento Geral de Infraestrutura Interna (DGI) entregarão um novo projeto geral baseado nas sugestões de setorização do primeiro debate sobre a Vila Olímpica. Eccel também trará detalhes sobre a conversa com Gonçalves.

Estádio ‘por conta própria’
Uma das principais atrações da Vila Olímpica, o estádio municipal, não poderá receber recursos federais. Segundo Gonçalves, o ministério não viabiliza verba para a construção de estádios. “O exemplo disso foi a Copa do Mundo. O governo federal não financiou nenhum estádio, todos os palcos do Mundial foram construídos sob responsabilidade de clubes ou empresas”, diz.

Apesar de não ter investido em estádios diretamente durante a Copa, o governo federal ajudou com incentivos fiscais. Somente o programa de financiamento do BNDES ‘aliviou’ R$ 3,8 bilhões em impostos para quem construiu estádio, segundo informações da revista Exame.

Indignação com resposta
O presidente do Brusque Futebol Clube, Danilo Rezini, esteve em reunião com Eccel na última quarta-feira para apresentar um projeto da base para o clube (veja no box). Na ocasião, o prefeito explicou sobre a enfática negação de recursos federais pelo secretário-executivo do Ministério do Esporte para construção do estádio. “Recebi com surpresa, estranheza e indignação. Acho que, por causa dos superfaturamentos de estádios da Copa, as pessoas bem intencionadas estão pagando”, critica Rezini.

Segundo o presidente do Bruscão, a diretoria não vai desistir do investimento federal para a construção da obra. Se necessário for, Rezini promete apelar até mesmo aos representantes catarinenses no Senado. “Confio que Luiz Henrique da Silveira e Dário Berger vão compreender o benefício que o estádio trará ao município e serão aliados nessa luta”, afirma.

Parceria com Paysandu e Carlos Renaux

A princípio, o estádio só poderá ser financiado com recursos privados, que Rezini afirma estar ‘correndo atrás’. Para facilitar o processo, o presidente do Bruscão sugeriu ao prefeito de Brusque uma aliança entre os gestores do clube, do Carlos Renaux e do Paysandu. Eccel recebeu bem a ideia, mas a conversa com os representantes dos demais clubes ainda não aconteceu. “Quero realizar uma reunião com os presidentes de Paysandu e Renaux, juntamente com o prefeito, para tratar sobre esse assunto”, explica Rezini.

No entanto, esta parceria entre os clubes ainda não foi bem planejada. A princípio, tanto Carlos Renaux quanto Paysandu possuem suas próprias estruturas. Logo, a construção de um estádio municipal não terá o mesmo interesse que para o Brusque, que atualmente empresta o Gigantinho para mandar jogos em casa.

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