Grande volume de fezes chama a atenção

Quem caminha pela Beira Rio constata a presença frequente da sujeira em determinados pontos das calçadas

Grande volume de fezes chama a atenção

Quem caminha pela Beira Rio constata a presença frequente da sujeira em determinados pontos das calçadas

Próximo a academia a céu aberto, na rua Bepe Rosa, ou próximo ao Sesc, na Arno Carlos Gracher. Estes, apontam os pedestres, são alguns dos pontos em que as fezes das capivaras são encontradas com frequência. Em alguns locais, os dejetos são recolhidos, porém, em outros, permanecem até a decomposição.

O empresário Flavio Kohler caminha pela Bepe Rosa todas as manhãs e, regularmente, avista os dejetos na calçada. “Em algumas oportunidades as fezes ficam no local até serem amassadas. As crianças e as bicicletas passam por cima e espalham por todo o local”, afirma. Após as caminhadas, Kohler procura lavar o tênis utilizado no percurso. “Eu não entro em casa com o tênis, e não é só pela sujeira das capiravas. Lá em casa temos o costume de deixar os calçados na garagem. É uma forma de prevenção”.

Quanto ao risco de doenças relacionadas às fezes dos animais, o biólogo Rodrigo de Sousa minimiza a possibilidade. “São escassos os estudos sobre qualquer tipo de doença transmitida pelas fezes das capivaras, mas assim como os cães, elas podem conter parasitas”, afirma. O biólogo ressalta ainda que somente em contato direto com a pele – tanto as fezes de cães e gatos quanto a de capivaras – e, somente se comprovada a existência de algum parasita, o humano pode ser atingido.

Irineu Lunardelli não se preocupa com a transmissão de doenças e também não se importa em desviar dos dejetos durante a prática de exercícios. “Nós percebemos as fezes principalmente de tardezinha, quando as capivaras saem para se alimentar. Mas dá para conviver numa boa, elas ficam na grama pastando e só utilizam a calçada quando não estamos caminhando”, diz. Para a estudante Manoella Venzon, porém, o convívio com as fezes desagrada. “Perto dos aparelhos de ginástica na Pepe Rosa sempre tem. É meio desagradável porque sempre tem”, afirma.

A técnica em enfermagem, Marlise Popper, afirma que os responsáveis pelas vias públicas deveriam realizar a limpeza das calçadas com mais frequência. Ela caminha de três a quatro vezes por semana na Beira Rio. “Eu vejo as fezes quase todos os dias, tenho que cuidar para não pisar. A higienização teria de ser constante”, diz.

Segundo a Secretaria de Obras de Brusque, a limpeza da Beira Rio é realizada quando há grande volume de sujeira em pontos específicos. “Fazemos conforme as solicitações da população e quando a nossa fiscalização percebe algum local em que há muita demanda”, explica o secretário do órgão, Gilmar Vilamoski. O serviço, no entanto, tem se intensificado devido ao aumento da população de cães e de capivaras. Nos últimos 15 dias, os sete mil metros da Beira Rio passaram por um processo de varreção nas calçadas, capina e corte de grama.

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