Dia das Mães - Partos IncríveisQuando Juliani Gevaerd, de 36 anos, descobriu a primeira gravidez, o esposo dela, Eduardo Gevaerd, 41, teve a ideia de realizar o parto humanizado. Pouco tempo depois, o casal, que mora no Centro, optou pelo parto domiciliar.

A oportunidade única marcou a vida do casal, especialmente a de Juliani, que descobriu uma força imensa que ela não conhecia. A plenitude dominou o momento, pois a empresária sabia que o nascimento do pequeno Eduardo Gevaerd Filho dependia apenas dela.

No meio da gestação, Juliani trocou de médico. Além disso, ela também procurou uma doula para ampará-la nesse momento especial. Juliani diz que o fato do marido ser da área da saúde trouxe mais segurança para o parto do primeiro filho ocorrer em casa.

Juliani Gevaerd quando estava grávida do pequeno Eduardo | Foto: Arquivo pessoal

“O ponto principal e que me fez ficar calma, apesar de toda a tensão de gerar uma vida na sala de casa, dentro de uma piscina, foi não ter contado a ninguém, ter tomado essa decisão e seguir firme com ela, sem me preocupar com o que iriam dizer ou pensar, em sofrer influência externa que não nos ajudariam em nada. Decidimos por essa opção e apenas fiz, com consciência, respaldada por profissionais treinados e com o total apoio do meu marido que também é da área da saúde, portanto jamais colocaria em risco a nossa vida”.

Compra da piscina

Na véspera do parto, o casal teve a ideia de comprar uma piscina para o nascimento de Eduardo Gevaerd Filho. O item de 1,20 metro de comprimento por 1,20m de largura ocupou todo o espaço da sala. Como o apartamento em que moravam era pequeno e não tinha banheira, eles recorreram à piscina. A estrutura foi montada na sala de casa e chamou a atenção das visitas, que não entendiam o motivo.

Piscina foi montada na sala do apartamento do casal | Foto: Arquivo pessoal

A empresária, que também é mãe da pequena Laura Gevaerd, de 5 anos, diz que a escolha do parto domiciliar foi restrita ao médico e a doula, pois o casal teve receio de contar aos familiares e eles não compreenderem a ideia. Para despistar, Juliani lembra de responder que a piscina servia para ela praticar os exercícios para preparação do parto humanizado.

“Não contávamos que sendo uma piscina pequena iria demorar pra encher de água. Eu estava em trabalho de parto: sentei na bola, caminhei, deitei, esperei passar cada contração. Enquanto isso, meu marido estava lá enchendo a piscina de água morna, e eu querendo uma água gelada pra refrescar”.

No dia 22 de agosto de 2013, por volta das 18h o trabalho de parto iniciou, sendo que as contrações mais fortes chegaram às 21h. O pequeno escolheu nascer após as 2h. “O detalhe curioso é que meu marido estava enchendo a piscina de água e quando ele terminou o meu filho nasceu. Nós demos risada”, recorda com carinho.

Casal e o pequeno Eduardo momentos após o nascimento em casa | Foto: Arquivo pessoal

O momento único da vida dos pais criou uma grande sujeira na sala da casa. “Posso dizer que a parte não legal foi esvaziar aquela piscina depois e ter que organizar toda aquela bagunça no dia seguinte. Eu não tinha mais toalha na minha casa, tive que colocar tudo para lavar”, conta aos risos.

Quando a família descobriu sobre o parto domiciliar, ninguém acreditou. “Eles ficaram apavorados. Naquela época os partos humanizados estavam acontecendo, porém ainda era algo novo, aí imagina em casa”.

No entanto, Juliani ressalta que além de todo o amparo da equipe que acompanhou o nascimento, o apartamento do casal era perto do hospital. “Nós nos preparamos durante os nove meses. Foi uma experiência bem bacana”, avalia a mãe.

Juliani logo após dar a luz a pequena Laura Gevaerd | Foto: Arquivo pessoal

Logo pela manhã, às 8h, mãe e bebê foram ao hospital para fazer os exames necessários no recém-nascido. “Agradeço ao meu marido por ter tido essa ideia e ter me dado a segurança de seguir em frente. Não imagino um nascimento diferente. Não me arrependo de nada”.

A empresária também afirma que a opção por um parto normal, humanizado ou cesárea cabe a cada mulher. “Nenhuma mulher é “menos” mãe pela escolha da forma como seu filho virá ao mundo. Que possamos respeitar e não julgar as diferentes escolhas de cada mulher quanto ao nascimento de seu filho”.

Juliani e Eduardo com os filhos Eduardo e Laura Gevaerd | Foto: Arquivo pessoal

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