Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Guabiruba e a fé do seu povo: Cruzeiros e Oratórios – parte II

Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

Guabiruba e a fé do seu povo: Cruzeiros e Oratórios – parte II

Rosemari Glatz

Dando continuidade às publicações sobre os cruzeiros e oratórios de Guabiruba, a coluna de hoje é dedicada ao oratório que fica na bifurcação entre os bairros Aymoré e Pomerânia; ao Oratório São João, que fica no Bairro Guabiruba Sul, bem como à algumas outras expressões concretas de religiosidade em Guabiruba.

A coluna publicada no dia 27 de outubro foi destinada ao relato sobre o Oratório Santa Cruz, localizado na rua São Pedro (Peterstrasse) – um oratório que teve seu início com a chegada dos primeiros colonizadores, e ao Oratório Santo Antônio, no bairro Lageado Alto – um típico exemplo de oratório onde se realizam pequenas romarias. E, dado sua relevância histórica e religiosa para a Guabiruba e região, o oratório São José será tema da terceira e última publicação sobre “Guabiruba e a fé do seu povo: Cruzeiros e Oratórios”.

Oratório sem santo
Instalado na bifurcação entre os bairros Aymoré (Weimerstrasse) e Pomerânia (Pommerstrasse), o oratório ainda não é dedicado a nenhum santo. Está sendo cogitado denominar o oratório como “Rosa Mística”, mas a decisão quanto ao nome ainda precisa passar por ampla discussão na comunidade. O Oratório possui uma linda cruz na qual está escrito, em dialeto badense: “im Kreizz ist Hail”, que significa: “na Cruz está a Salvação”.

Oratório São João – Guabiruba Sul (Langstrasse)
Edificado na bifurcação da estrada que leva ao Lageado Baixo e Planície Alta, o oratório teve sua origem com a instalação da usina hidroelétrica de João Bauer. Conta-se que o oratório foi uma iniciativa do pioneiro da energia elétrica de Brusque, possivelmente por ter feito alguma promessa. No começo, havia apenas uma cruz de madeira, que foi sendo melhorada. Em 27 de agosto de 1939, foi benzido o novo oratório, com sua simpática arquitetura de forma sextavada.

O pioneiro da energia elétrica também costumava promover a festa de São João nas proximidades do oratório, ocupando a rua e pastagens dos arredores e utilizando as benfeitorias da sua própria fazenda. Quando teve oportunidade, Bauer se transferiu para Brusque, mas os seus empregados continuaram a celebrar a Festa de São João no entorno do oratório, como vinham fazendo há muito tempo.

A festa se popularizou, foi crescendo e, na década de 1970 foi transferida para a Capela Nossa Senhora Aparecida. Tendo sido demolido em 2007, em 2008 foi erguido o novo e atual oratório, que ainda permanece no mesmo local onde no começo havia apenas uma cruz de madeira.

Outras expressões concretas de religiosidade
Além dos oratórios já descritos, existe um oratório – dedicado a São Cristóvão – no entroncamento de Sternthal e Gruenerwinkel (Bairro Aymoré). Como expressão da religiosidade de seu povo, também têm sido erguidas cruzes e oratórios em alguns morros, a maioria no bairro Lageado Alto, tais como: (a) Oratório Gruta da Pedreira; (b) Morro do Vinotti (em dialeto: Mont Grant) – de onde se tem amplo panorama para a Planície Alta e adjacências; (c) Morro do Carneiro Branco – de onde se tem vista panorâmica para Botuverá, Guabiruba e cidades próximas; (d) Morro da Guéba – dando visão para vários bairros de Guabiruba e estendendo-se para além do município; (e) Morro da Garrafa (em dialeto: Mont della Botilia) – dando visão para Botuverá e para o Vale da Lama Amarela (em dialeto, Paltane Zalde). Também no Morro do Spizkopf (São Pedro), além do belo mirante paisagístico na Serra dos Kohler.

Fonte: Pe. Eder Cláudio Celva. Em: História da Igreja Católica em Guabiruba: cinquentenário da Paróquia, 2013

Acompanhe, na próxima semana, a parte III do artigo: Guabiruba e a fé do seu povo: Cruzeiros e Oratórios.

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