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Há pelo menos seis meses, falta de água afeta moradores do Poço Fundo

Problema ocorre nos fins de semana e se agravou a partir de janeiro

Há pelo menos seis meses, falta de água afeta moradores do Poço Fundo

Problema ocorre nos fins de semana e se agravou a partir de janeiro

Pontos do bairro Poço Fundo têm sofrido com a falta do abastecimento de água. A situação de cortes recorrentes de água ocorre há cerca de seis meses. Desde janeiro, os problemas com o serviço ocorrem entre a manhã de sábado e a noite de segunda-feira. Segundo o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), a situação é conhecida e atribuída à falta de uma nova fonte de água próxima.

Há 20 anos no bairro, Lucas Horr afirma que os problemas com a falta de água já ocorriam, mas eram menos frequentes. Desde o início do ano, a situação se repete todos os finais de semana, a partir da manhã de sábado. Na rua onde mora, o serviço costuma demorar até a noite da segunda-feira para ser normalizado. Durante o período, serviços domésticos, como lavar roupas ou limpeza da casa precisam ser suspensos.

Mesmo com um reservatório de 1 mil litros, a família de Lucas já precisou comprar água para cozinhar e beber. Três pessoas moram no imóvel. Ele reclama da existência de ar na tubulação. Segundo o morador, mesmo nos períodos sem água, a marcação dos relógios continua subindo.

Desde o agravamento do problema ele e vizinhos mantém contato com o Samae na tentativa de amenizar o problema de abastecimento. Segundo ele, as justificativas para a situação envolvem desde a geografia local até a falta de caminhão pipa para atender a população do entorno. “Já chegaram a falar que faltou por estar muito quente e não tinha água”.

Todos os sábados
Com dois reservatórios de mil litros, Joanilson Dorow, também convive com o problema. De acordo com ele, a situação se repete durante todos os sábados. Para amenizar os problemas, a família tem adaptado a rotina da casa, onde moram quatro pessoas.

Segundo eles, logo no início da manhã de sábado, já é possível constatar falta de água na residência. Nos finais de semana, passaram a adiantar os serviços domésticos para a madrugada. “Nos falaram que o consumo é muito alto no bairro. Acho que a parte mais baixa não sofre tanto, mas aqui é todo o sábado”.

Sem novas fontes
A situação não causa surpresa ao superintendente do Samae, Roberto Bolognini. Segundo ele, a região do bairro tem um histórico de problemas com abastecimento e o motivo é a falta de fontes de água viáveis para uso no local. “O Poço Fundo, basicamente, é abastecido pela Limeira”.

A dependência da fonte do bairro próximo é indicada como um dos principais problemas. Desde a implantação do sistema de tratamento e abastecimento do bairro Limeira, em 2002, o volume de água disponível já era considerado insuficiente para atender os novos loteamentos do local. Como parte da vazão é desviada para o Poço Fundo, descreve, os pontos mais altos tendem a sofrer com a insuficiência.

Bolognini descarta uma solução imediata para o problema. Para isso, afirma, seria preciso a extração de água em um ponto para abastecimento. De acordo com o diretor, um estudo deve ser feito para tentar aproveitar parte do líquido destinado para o Centro. O desvio seria feito pelo bairro Águas Claras.

De acordo com ele, a possibilidade de pressurizar água para os pontos mais altos poderia danificar a tubulação existente. Uma alternativa, segundo ele, seria a organização de moradores em grupos para criação de cisternas.

Em 2021
O início de operação do primeiro módulo de Cristalina é indicado pelo diretor como uma alternativa para suprir a demanda por água no município. Bairros como o Poço Fundo, Dom Joaquim, Ponta Russa e Tomás Coelho estariam entre os priorizados. Até esta semana, quatro locais já foram avaliados para receber a estrutura.

Ela teria capacidade de distribuir 200 litros por segundo e tem previsão de entrar em funcionamento em 2021. Depois de prontos os dois módulos, a estrutura tem projeção de abastecer a cidade até 2050.

Antes do início de operação da unidade, Bolognini, destaca a necessidade do estabelecimento de uma cota de abastecimento para as diferentes áreas do município. Elas seriam estabelecidas de acordo com a capacidade produtiva de cada local.

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