Homem que colocou ‘cinto de castidade’ feito de arame em mulher é condenado a 18 anos de prisão

Crime foi descoberto em fevereiro. Vítima ficou com o arame preso aos órgãos genitais durante dois meses antes de procurar a polícia

Homem que colocou ‘cinto de castidade’ feito de arame em mulher é condenado a 18 anos de prisão

Crime foi descoberto em fevereiro. Vítima ficou com o arame preso aos órgãos genitais durante dois meses antes de procurar a polícia

Antonio Carlos Lopes Pereira foi condenado a 18 anos de prisão – Crédito: Arquivo MDD
Antônio Carlos Lopes Pereira, 37 anos, foi condenado pelo juiz da Vara Criminal da Comarca de Brusque, Edemar Leopoldo Schlösser, a 18 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado, e ainda a 1 ano, 1 mês e 28 dias de detenção, em regime aberto, pelos crimes de Lesão Corporal (artigo 129, §1º, inciso I, Código Penal), Ameaça (artigo 147, Código Penal) por duas vezes, Estupro (artigo 213, Código Penal) por 12 vezes, todos na forma continuada (artigo 71, Código Penal). Ele também foi condenado pelo crime de Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Permitido (artigo 12 da Lei 10.826/03). 

Pereira permanece preso na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Brusque, onde está recolhido desde que foi preso, em fevereiro. Ele não recebeu o direito de recorrer em liberdade. 

Relembre o caso

Pereira foi preso no dia 10 de fevereiro, em cumprimento a um mandado de prisão. Ele estava caminhando às margens da rodovia Ivo Silveira na hora da prisão e em sua casa a polícia ainda encontrou um revólver calibre 32 e munições. 

De acordo com a sentença, entre os dias 15 e 16 de dezembro de 2011, Pereira estuprou e colocou uma espécie de “cinto de castidade”, feito de arame, em sua ex-companheira. A vítima ficou nesta condição até o dia 9 de fevereiro de 2012, quando denunciou o marido e teve o artefato retirado de seu órgão genital. 

Neste período, Pereira forçava a vítima a se encontrar com ele em um matagal nas proximidades da casa onde moraram juntos e a ter relações sexuais com ele, sob a ameaça de matar a vítima, os filhos e familiares dela.

Apenas uma semana antes da denúncia a vítima revelou a seus pais o que estava acontecendo, e eles a aconselharam a procurar a polícia para denunciar o crime.
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