Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Homens sem caráter

Sérgio Sebold

Economista e professor independente - sergiosebold@omunicipio.com.br

Homens sem caráter

Sérgio Sebold

A expressão “aposto meu fio de bigode”, num acordo, era a maneira de dizer “sou uma pessoa honrada, honesta, cumpro com todas minhas obrigações”. Era comum ao assumir contratos por escritos, nem tanto pela dúvida dos participantes, mas pela complexidade que os acordos exigiam. Pelo caráter das pessoas, por simples palavras, um aperto de mão eram o suficiente, que a honradez estava selada. Mas, se houvesse alguma violação no cumprimento principalmente pela maldade revelada, muitas vezes o fim era trágico.

O conceito de caráter bastante estudado pela psicologia e filosofia é um conjunto de externalidades objetiva e subjetiva de traços, relativos a maneira de agir ou reagir em diversas situações de um indivíduo no grupo social. É uma estampa moral. Se firmava pela coerência de atitudes. Assim, o conjunto das qualidades e defeitos de uma pessoa é que vão determinar seu caráter pela conduta e moralidade na sociedade, único e exclusivo. Podemos afirmar que caráter é a firmeza moral de uma pessoa, sinal visível da natureza interior.

Pela ótica dos valores, uma pessoa dita de “bom caráter”, significa que tem atitudes respeitosas e dignas, sendo aceita e admirada por outros, quer sejam amigos, familiares ou apenas conhecidos. Bom caráter está relacionado com honestidade, integridade, responsabilidade, comprometimento… Ao contrário dos adjetivos anteriores, que se manifesta pelo roubo, extorsão, mentira, traição, falta da verdade, teremos individuo de “mau caráter”.

A falta de caráter é percebida quando, errando repetidamente, causa prejuízo ou perdas a terceiros, fere sentimentos pelas manipulações e mentiras, a outrem, pela insistência desta maneira de ser; é característica de pessoas com baixa consciência moral; nem objetivam melhorar pelo menos não sinceramente.

O caráter moral de uma pessoa, pode ter diversas formas; situaremos numa apenas, a mentira. Embora moralmente não se admita, ela é muitas vezes necessária até por condições de sobrevivência. No dia a dia podem ser coisas banais, como dizer que vamos para casa, quando a realidade é para de se desvencilhar de alguém, indesejável. Quando a mentira é contumaz e tem consequências graves a outras pessoas ou mesmo a própria sociedade, se revela um mau caráter.

A diferença entre uma mentira “inocente” em uma pessoa normal (cheia de falhas, mas que tem consciência), e, numa pessoa com falta de caráter, será a repetição e a não correção do ato, mesmo após ter passado por situações delicadas com as mentiras anteriores.

No circo político, o jogo de mentiras e disfarces deslavados, para defesa de suas falcatruas, tudo é valido no jogo sujo de sofismas jurídicos para fugir da pena moral que lhes são imputadas. O mau “caratismo”, impera no Brasil político como força cultural dando péssimo exemplo para toda juventude. O caos jurídico está começando dominar o país.

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