Hospitais de Brusque estão atentos à proliferação de superbactérias

Unidades hospitalares de várias regiões de Santa Catarina estão enfrentando um surto de bactérias mais resistentes

Hospitais de Brusque estão atentos à proliferação de superbactérias

Unidades hospitalares de várias regiões de Santa Catarina estão enfrentando um surto de bactérias mais resistentes

Hospitais de várias regiões de Santa Catarina estão enfrentando um surto de superbactérias. Há duas semanas, o Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC), localizado em São José, na Grande Florianópolis, precisou fechar temporariamente os leitos da sua unidade coronariana para evitar que uma superbactéria se proliferasse entre outros pacientes.

Outros hospitais da Grande Florianópolis também têm registrado casos de superbactérias e, com isso, casas de saúde de todo o estado têm redobrado o cuidado para evitar infecções hospitalares graves.

Em Brusque, os três hospitais da cidade também estão em alerta devido a situação. Até o momento, nenhuma das unidades hospitalares registrou problemas com a superbactéria. O administrador do Hospital Azambuja, Fabiano Amorim, afirma que quando a casa de saúde recebe um paciente que ficou internado em algum hospital da região nos últimos oito meses, o primeiro procedimento é enviá-lo para o isolamento. “O paciente fica internado no isolamento. Fazemos os exames normais do tratamento e também exames para detectar se ele tem a bactéria no corpo. Se tiver, tratamos também, mas ele permanecerá no isolamento”.

Como o hospital tem um fluxo grande de pacientes, é comum recebe-los já infectados. “Este ano já tivemos vários casos de pacientes que vieram de outros hospitais com a bactéria, mas conseguimos manter o nosso hospital fora de um padrão de endemia. Diferente do que ocorre em Florianópolis, lá, qualquer pessoa que se interna corre o risco de ser infectada”.

No Hospital e Maternidade de Brusque, a coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Alícia Fagundes Stefani, explica que o procedimento é o mesmo realizado no Azambuja. Este ano, ela informa que o hospital recebeu apenas um caso de paciente que já veio infectado com a superbactéria de outra casa de saúde. “O nosso controle de infecção é rigoroso. Aceitamos pacientes infectados somente se não há mais leitos no estado. O nosso maior medo é a transmissão cruzada, que é passar de um paciente para o outro”.

De acordo com ela, a higienização das mãos é fundamental para evitar a proliferação das bactérias. “Orientamos sempre todos os funcionários a higienizar bem as mãos e utilizar o álcool gel 70%. Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) temos um dispenser de álcool gel por leito”.

A enfermeira e gerente administrativo do Hospital Dom Joaquim, Vera Lúcia Civinski, afirma que qualquer instituição de saúde se preocupa com a proliferação de bactérias. De acordo com ela, o índice de infecção hospitalar dentro do hospital é zero, no entanto, a unidade hospitalar realiza diariamente cuidados básicos para evitar a contaminação e proliferação. “É imprescindível a lavagem das mãos antes e depois do manuseio do paciente, uso dos equipamentos de proteção como luvas e toucas. Acompanhamos isso muito de perto”.

Vera também destaca que o hospital se preocupa com o comportamento dos visitantes. “Temos álcool gel disponível em cada quarto com orientações para que todos os visitantes façam sua higienização. Também solicitamos que não toquem em nenhum aparelho, não sentem nas camas, apenas no sofá, para afastar todos os riscos. Os visitantes também devem tomar cuidado para não disseminar bactérias para outros locais”.

Mais resistentes

As superbactérias são o resultado do uso incorreto de antibióticos que levam à mutações genéticas tornando-as resistentes a estes medicamentos, diminuindo assim a sua ação.

Normalmente, a superbactéria é transmitida através de um simples aperto de mão ou partilha de objetos contaminados e, por isso, é muito importante fazer a lavagem das mãos antes e depois de ir ao hospital ou estar em ambientes que possam estar sujos.

A principal forma de transmissão é dentro do hospital, mas algumas formas de contaminação são através do uso de toalhas de pano ou sabonetes de locais públicos como lojas, escolas e igrejas; tocar nos alimentos, comer ou cozinhar sem lavar as mãos antes.

O tratamento contra a superbactéria deve ser feito no hospital com injeções de uma combinação de antibióticos diretamente na veia para combater as bactérias e evitar o surgimento de outras infecções. Por vezes, é necessária a combinação de mais de 20 antibióticos diferentes para controlar a superbactéria, mas existem chances de cura.

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