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Hospital Azambuja criará estrutura para viabilizar doação de órgãos

SC Transplantes afirma que moradores de Brusque já podem doar

Hospital Azambuja criará estrutura para viabilizar doação de órgãos

SC Transplantes afirma que moradores de Brusque já podem doar

O Hospital Azambuja trabalha na criação de uma estrutura para viabilizar a doação de órgãos em Brusque. Hoje, a unidade possui o centro cirúrgico e a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – necessários para o procedimento -, mas não tem uma equipe de profissionais para suporte psicológico para a realização da doação.

Além disso, o hospital precisa fazer o credenciamento no Sistema Único de Saúde (SUS), o que também é demorado. A previsão é que pelo menos seja necessário mais um ano para que o procedimento passe a ser realizado na cidade.

O administrador do Azambuja, Fabiano Amorim, diz que estão trabalhando na viabilização do serviço, porém, destaca que é preciso uma equipe “extremamente preparada” para atuar na situação, já que é um momento muito doloroso para a família do paciente diagnosticado com morte encefálica.

“Estamos nos preparando para isso, conversando com profissionais e pensando na estrutura que contemple uma equipe de suporte psicológico e psiquiátrico para lidar com a família neste momento de perda”, afirma Amorim. “Temos a parte cirúrgica e a UTI, mas o treinamento humano é o principal investimento que temos que fazer”.

Hoje, por não ter condições de fazer o procedimento, o hospital opta por não conversar com os familiares do paciente de morte encefálica sobre a realização de doação de órgãos.

Porém, se for da vontade dos parentes, é necessário apenas comunicar à SC Transplantes – Central de Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos de Santa Catarina -, que viabilizará o processo.

O médico e coordenador adjunto da entidade, Rafael Lisboa, explica que não é todo mundo que morre que pode doar os órgãos, apenas quem ter morte encefálica, ou seja, quando o cérebro entra em falência e deixa de funcionar de forma irreversível. “Nesta condição os órgãos podem ser doados e utilizados para transplante”.

Em 2017 já foram realizados 834 transplantes em Santa Catarina/ Agência Brasil

Azambuja pode realizar procedimento
Lisboa afirma, no entanto, que o procedimento somente pode ser feito em hospitais que possuam UTI e centro cirúrgico, neste caso, o Hospital Azambuja poderia realizar o procedimento.

“É preciso que haja uma Unidade de Terapia Intensiva, pois o coração para imediatamente com a morte encefálica, mas havendo suporte mecânico, o coração baterá ainda por mais um período, o que possibilita tempo para a retirada dos órgãos”.

O coordenador adjunto explica que quando se abre o protocolo de morte encefálica, o hospital é obrigado a comunicar a SC Transplantes, que faz um procedimento para fazer o diagnóstico da morte encefálica. “É necessário apenas que seja expresso o desejo do paciente de ser doador ou que a família decida por isso e comunique ao médico”, diz Lisboa.

Caso os familiares optem em não fazer a doação, o processo encerra neste momento. Por outro lado, se houver a vontade de conceder os órgãos a outra pessoa, é feita uma entrevista com a família e posteriormente a retirada e distribuição dos órgãos de acordo com a lista de espera.

Em média, desde a autorização dos familiares para a doação até o transplante demora entre 12 a 24 horas.

Lisboa destaca que com o diagnóstico de morte encefálica, devem ser realizadas outras três etapas: dois exames clínicos por médicos diferentes, sendo que um deve ser neurologista e mais um exame de imagem para comprovar que não tem sangue chegando no centro do crânio. Passando por estas fases, o paciente passa a ser um doador legível.

SC Transplantes realiza capacitação
Se o Hospital Azambuja tiver interesse em ter uma equipe que trabalhe especificadamente com a doação de órgãos, a SC Transplantes realiza treinamento.

O coordenador adjunto da central, Rafael Lisboa, conta que a equipe oferece cursos para a capacitação de profissionais.

Ele diz que já houve casos de morte encefálica em Brusque, mas os familiares optaram em não fazer a doação.

Lista de espera
Atualmente Santa Catarina tem o maior índice de doadores de múltiplos órgãos no Brasil. Neste ano, até agosto, já foram realizados 834 transplantes, sendo que a fila de espera, até o mesmo período, era de 546.

SC Transplantes
A SC Transplantes – Central de Captação, Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos de Santa é uma gerência da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.

Sua função é coordenar as atividades de transplante em âmbito estadual, centralizando e coordenando todas as ações que envolvam captação e transplante.

Atualmente, são realizados transplantes de: Córnea; Esclera; Coração; Válvula Cardíaca; Fígado; Rim; Pâncreas; Conjugado; Rim/Pâncreas; Medula Óssea Autólogo e Tecido Ósteo-Condro-Fáscio-Ligamentoso.

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