Hospital Azambuja implanta grupo de prevenção ao suicídio

Tema ganhou notoriedade nos últimos anos e será debatido em grupo terapêutico

Hospital Azambuja implanta grupo de prevenção ao suicídio

Tema ganhou notoriedade nos últimos anos e será debatido em grupo terapêutico

O suicídio, problema de saúde debatido em todo o mundo, receberá atenção especial no Hospital Azambuja. A instituição implementou o Grupo de Valorização da Vida (GVV), um grupo terapêutico no qual pessoas com tendências suicidas terão orientação psicológica.

O suicídio tem ganhado cada vez mais destaque e preocupa autoridades de saúde em todo o mundo. Na região de Brusque, o alto índice de suicídio também chama a atenção. Nesse contexto, Guabiruba também se sobressai, com vários casos anualmente.

O estudante da nona fase de Psicologia da Unifebe, Robson Machado, teve a ideia de criar o grupo após ter estagiado anteriormente no Hospital Azambuja. Ele conta que viu vários casos de pacientes e de familiares com tendências suicidas e propôs a criação de um grupo.

A solicitação foi bem recebida pela psicóloga Priscilla Lehmann, do Azambuja, e por sua orientadora da Unifebe, a mestre Luzia Miranda Meurer.

Na prática, o GVV é um grupo de terapia. “Funciona como um grupo terapêutico, no qual pacientes internados, familiares ou quem quiser pode participar”, explica Machado. Os atendimentos ocorrem aos sábados, na sala de reuniões do hospital, e o primeiro encontro ocorreu no último fim de semana.

O estudante fará a mediação do grupo. A ideia é que o GVV seja um ambiente livre de julgamentos porque essas pessoas querem tirar a própria vida. Nesse espaço saudável, Machado colocará em prática os conhecimentos da Psicologia.

“Como acadêmico, faço o envolvimento do grupo, trabalhando perspectiva de vida, autoconhecimento e outros trabalhos, conforme o desenvolvimento”, explica o acadêmico da Unifebe.

A psicóloga Priscilla Lehmann, do Hospital Azambuja, diz que o grupo é importante e pode prevenir suicídios. Para ela, “um trabalho em grupo pode mostrar que eles não são os únicos a passarem por isso, podem trocar experiências e se ajudarem. Muitas famílias acabam se tornando amigas após a alta do paciente e encontrando apoio fora do hospital”.

O administrador do Hospital Azambuja, Fabiano Amorim, diz que o principal objetivo é ajudar a comunidade. “Contamos com profissionais qualificados e treinados para atender essas pessoas e sentimos que poderíamos estender este cuidado, por isso, quando recebemos o projeto do GVV já nos colocamos à disposição para ajudar a comunidade que precisa da nossa contribuição”.


Como participar?
Para participar, não precisa pagar, se cadastrar ou fazer qualquer procedimento. O anonimato é garantido. Basta chegar à recepção do hospital e dizer que veio para a reunião do GVV.

Quando: sábados, das 15h às 17h

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