Igreja Católica não quer renovar contrato de locação da creche do Bateas

Caso não seja renovado, prefeitura deve encaminhar as crianças para outras creches

  • Por Redação
  • 8:40
  • Atualizado às 16:06

Igreja Católica não quer renovar contrato de locação da creche do Bateas

Caso não seja renovado, prefeitura deve encaminhar as crianças para outras creches

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A Secretaria de Educação de Brusque negocia junto à Igreja Católica a renovação da locação do Centro Comunitário do Bateas para garantir a continuidade das atividades do Centro de Educação Infantil Padre Theodoro Becker. Segundo o secretário da pasta, José Zancanaro, a prefeitura recebeu, no fim de novembro de 2016, uma notificação extrajudicial da Igreja Católica, na figura da Mitra metropolitana, com pedido para que desocupasse o local, que fica na rua Pedro Fantoni, pois não havia mais interesse em renovar o contrato de locação.

A prefeitura, ainda no ano passado, respondeu o ofício pedindo a reconsideração por parte da Arquidiocese, que ainda não deu resposta. Solicitou, portanto, a prorrogação do contrato. O Município Dia a Dia entrou em contato com a paróquia São Luiz Gonzaga, para ouvir a versão da igreja sobre o caso.

No entanto, a informação repassada é que o pároco está em viagem e só dará um parecer após o dia 15 deste mês. Zancanaro informou que é também a partir deste dia que tentará discutir a renovação do contrato de locação com a igreja. Por ora, aguarda o retorno do padre. A creche no centro comunitário foi inaugurada em 2014, no governo de Paulo Eccel.

Era um pedido da comunidade e, para viabilizá-lo, o governo fez reformas, adaptou o espaço, colocou piso, ar condicionado e construiu banheiros. Além disso, a prefeitura ainda se comprometeu a pagar as contas de água e luz, e um aluguel mensal de R$ 2,3 mil à igreja. “A gente não sabe o que houve que eles não queriam mais renovar o contrato”, diz o secretário de Educação.

Promessa de desocupação

Ele explica que, à época, existia um acordo para que a prefeitura desocupasse o local em até dois anos, construindo uma nova creche no Bateas, em terreno próprio. Ocorre que as seguidas trocas de governo emperraram o projeto. “O Paulo saiu e entrou outro, o outro também não deu continuidade, essa troca de prefeito foi realmente bastante ruim para a cidade”, afirma Zancanaro.

“Mas as crianças e as mães que trabalham não podem pagar a conta”. Atualmente, são cerca de 150 crianças atendidas na creche. A prefeitura, informa o secretário, pretende construir uma nova, em terreno adquirido na rua Theodoro Becker, mas com o processo licitatório deverá levar tempo. “A igreja tem que ser sensível a isso, não pode virar as costas para a comunidade”, afirma.

Planos da prefeitura

Questionado se há um plano B da prefeitura, caso a igreja retome o espaço, o secretário José Zancanaro afirma que não. Ele visitou algumas residências para avaliar possibilidade de locação, mas até o momento não foi encontrado um espaço adequado. Há outro problema: metade das crianças atendidas na creche são mais novas, com menos de quatro anos.

Caso não haja renovação do contrato, a prefeitura tem obrigação de atender, prioritariamente, as que estão na pré-escola, de quatro anos para cima. “E as criancinhas menores que as mães trabalham? Vamos mandar lá na paróquia, para o padre cuidar?”, questiona. Para as crianças maiores, uma alternativa é fornecer transporte para outras creches, mas ainda não há uma solução para os pequenos.

Em todo caso, somente na próxima semana é que a questão será debatida entre igreja e prefeitura. Até lá, portanto, permanece a indefinição sobre o futuro da creche do Bateas.

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