Imprudência no trânsito de Brusque gera 20 mortes em 2016

Aumento comparado com ano anterior foi de 11%, sendo as principais vítimas na faixa etária entre 31 a 50 anos

Imprudência no trânsito de Brusque gera 20 mortes em 2016

Aumento comparado com ano anterior foi de 11%, sendo as principais vítimas na faixa etária entre 31 a 50 anos

A imprudência dos condutores ainda é a maior causa dos acidentes de trânsito em Brusque. Em 2016, o município registrou 20 mortes no trânsito, sendo que o principal provável motivo foi a falta de atenção, somado ao excesso de velocidade e o consumo de álcool. No ano anterior, houve 18 mortes por acidente. Das 20 mortes deste ano, sete estavam de motocicleta, cinco de carro, cinco eram pedestres e três ciclistas.

Conforme dados disponibilizados pela Polícia Militar, dos acidentes, cinco foram causados pela própria vítima, 12 por terceiros, em dois a culpa foi concorrente e em um não foi possível identificar. Além disso, em cinco ocorrências, o causador estava alcoolizado ou sob efeito de drogas.

Segundo o major da Polícia Militar, Otávio Manoel Ferreira Filho, responsável pelo setor de trânsito, o que mais chamou a atenção foi a faixa etária das vítimas fatais, entre 31 a 50 anos, em que morreram nove pessoas. Desde 2008, a faixa etária com maior número de mortes era dos 18 ao 30 anos, porém, em 2016, foram apenas seis vítimas.

Na visão do major, a mudança na idade das vítimas tem relação com as ações preventivas da PM, especialmente com os alunos do ensino médio das escolas no município.

“Nos últimos dois anos temos realizado palestras de forma intensa com os alunos do 3º ano, pois eles serão os novos condutores. Nas conversas buscamos conscientizá-los para a segurança no trânsito e primar pelo amor próprio, para que tenham mais cautela”, diz.

Os dias da semana em que mais ocorreram acidentes foram no sábado, com nove, seguidos das terças-feiras, com três, segundas, quartas e quintas com dois e, nas sextas e domingos com um cada dia. Os horários de maior incidência foram entre 7h às 19h e 19h às 24h, com sete em cada, e das 00h às 7h, seis.

“Nós, como órgãos da segurança pública, temos a obrigação de minimizar esses números. Mas somente a fiscalização intensa da PM por meio de blitz não adiantará, se o próprio motorista não se conscientizar”, comenta o major Otávio. Ele acrescenta que, além da imprudência pelo uso de álcool ou drogas, a negligência também predomina, pois mesmo sabendo dos limites de velocidade, existem os excessos.

Também há o fato dos motociclistas usarem a cinta jugular do capacete aberta ou ainda pilotarem sem o uso do equipamento, o qual continua sendo motivo para os óbitos. Ano passado a perícia constatou que três vítimas morreram por estes motivos e outras duas foram devido à ausência do cinto de segurança tanto na parte da frente como nos bancos de trás.

Para o major Otávio, Brusque ainda está bem abaixo do cenário nacional, mas ainda há muito o que fazer. “Estamos sempre intensificando as blitz, operações de Lei Seca, realizamos palestras em escolas, em empresas e temos também os projetos da Transitolândia e Proerd com as crianças do ensino fundamental”, relata.

trânsito

Implantação de radares

Durante a apresentação do balanço de ocorrências da PM à imprensa, realizada na tarde de segunda-feira, 17, o major Otávio ressaltou a questão dos radares em Brusque. Segundo o policial, neste ano, juntamente ao vereador Paulo Sestrem (PRP), se tentará novamente a implantação de radares no município.

O major frisou que é a favor da fiscalização rigorosa para coibir, especialmente, os excessos de velocidade. “Agora, com o Paulo Sestrem na Câmara, acredito que o projeto venha à tona e ganhe mais valor e força”, analisa.

Em contato com o vereador, ele preferiu não se manifestar sobre o assunto neste momento.

MORTES NO TRANSITO

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