Indícios apontam que incêndio na empresa Multitêxtil foi criminoso

Imagens de câmeras de monitoramento mostram dois suspeitos no pátio da empresa

Indícios apontam que incêndio na empresa Multitêxtil foi criminoso

Imagens de câmeras de monitoramento mostram dois suspeitos no pátio da empresa

O incêndio que atingiu a malharia Multitêxtil, na rua José Fischer, no bairro São Pedro, em Guabiruba, pode ter sido criminoso. Na perícia realizada no local foram encontrado indícios que levam a crer que o fogo tenha sido causado por alguém propositalmente, e não de modo acidental.

Nesta quarta-feira, 20, a direção da empresa divulgou um vídeo nas redes sociais que mostra, no dia 1º de dezembro, um homem no pátio da empresa, com uma lanterna. Cinco dias depois, ele retorna na companhia de outro homem com um material em mãos. Eles sobem ao telhado da empresa e despejam um líquido inflamável.

O fogo iniciou no bloco do meio e se propagou para o bloco da direita, atingindo os depósitos de malhas e consumindo em torno de 200 toneladas de materiais. Houve perda total nos dois blocos e colapso do telhado, além do comprometimento da estrutura. O bloco da esquerda não foi atingido pelo incêndio, contudo, grande parte da laje foi danificada devido à deformação da estrutura atingida pelo calor.

Indícios
Os primeiros indícios apareceram um dia depois, quando os proprietários da empresa faziam vistoria ao redor do galpão e encontraram galões suspeitos.

Além disso, a posição dos paletes no pátio também foi questionada, pois eles ficavam todos debaixo da garagem, no lado esquerdo. Mas uma pilha deles estava no lado direito, próximo a uma escada que dá acesso à caixa d’água.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local, colheu as provas deixadas e encaminhou para perícia, em Florianópolis.

Novo foco
Seis dias após o incêndio, o Corpo de Bombeiros precisou voltar na empresa porque um novo foco de chamas iniciou no local.

Foram usados mais 1 mil litros de água para apagar o fogo. Porém, a direção da empresa explica que os bombeiros haviam alertado que durante uma semana poderia haver novos focos.

Isto porque o material usado na empresa é poliéster. Por ser um material derivado do petróleo, continuava a derreter mesmo após a extinção do fogo.

Recompensa
A Multitêxtil oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem ajudar a identificar os homens que aparecem nas imagens das câmeras de monitoramento.

Segundo o proprietário, o momento é de desespero e insegurança, pois precisa reerguer a empresa, mas sem a identificação dos suspeitos, há uma incerteza do que poderá ocorrer no futuro.

Investigações
A Polícia Civil de Guabiruba já investiga o incêndio desde o dia em que foi feito o boletim de ocorrência. Segundo o setor de investigações, ainda não há nenhum laudo que confirma que o incêndio seja criminoso, entretanto, todo o material encontrado no local indica que seja.

As investigações seguem e, agora, a polícia conta com o apoio da comunidade, por meio de denúncias anônimas e sigilosas, para identificar os suspeitos. Qualquer informação deve ser repassada aos números de emergência 197 ou 181.

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