Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

A indústria têxtil em Brusque – Parte VI: Buettner

Rosemari Glatz

Professora da Unifebe

A indústria têxtil em Brusque – Parte VI: Buettner

Rosemari Glatz

A segunda manufatura têxtil de Brusque foi uma empresa de bordados finos, a E. v. Buettner & Cia., que durante algum tempo manteve, em paralelo aos negócios têxteis, uma loja de secos e molhados e o beneficiamento de produtos agrícolas e florestais.

A família Buettner
Edgar Ricardo von Buettner (2018) apresenta importante contribuição para a história da família a partir de documentos obtidos em fontes primárias, como certidões e registros nos livros de igreja e outras instituições, como Juntas Comerciais e associações de ofícios.

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Eduard Friedrich Büttner nasceu em 1807, luterano, de profissão ourives e conselheiro municipal da cidade de Jauer, na Silésia, Prússia, Império Austro-Húngaro. Quando Friedrich Daniel Büttner faleceu, deixou enlutada a esposa Condessa Marie Poninska Büttner, nascida no Castelo de Siebeneichen e falecida na Colônia São Pedro de Alcântara (SC).

Marie era filha de August Ignaz Conde Lodzia-Poninski, que teve o título de nobreza reconhecido pela Silésia, e de Friedericke Otilie Burggräfin e Condessa zu Dohna-Schlodien. Com a morte de Eduard F. Buettner, em 1850, a viúva Marie Poninska decidiu mudar-se de Sambor (Polônia) para Potsdam, sede do Reino da Prússia, onde residia o seu irmão Christoph Heinrich Ludwig Conde Poninski, luterano, e membro do Conselho Superior de Administração do Reino da Prússia, com o título de Oberregierungsrath.

A emigração dos Buettner para o Brasil
Com Marie Poninska mudaram-se também os dois filhos, Christina Ottilie Appolônia e Friedrich Eduard Adolph, nascido em 28/09/1844, também em Sambor (Polônia).

A irmã mais velha de Marie Poninska, Constance Condessa Poninska, acompanhou a irmã e os sobrinhos, Appolônia e Eduard von Buettner na sua viagem e emigração para o Brasil, em agosto de 1858.

Buettner destaca que o irmão de Marie Poninska, Christoph, havia emitido, já em julho de 1850, o passaporte para que Marie pudesse viajar com os seus dois filhos menores para o Rio de Janeiro. Mas a viagem da família só se concretizou oito anos mais tarde.

A chegada em terras catarinenses
A família Buettner embarcou no porto de Hamburgo em agosto de 1858, rumo ao Rio de Janeiro, de onde seguiu para Santa Catarina, onde se dirigiu para a Colônia Dona Francisca. Depois de algum tempo, família Buettner se mudou para Desterro (Florianópolis), capital da província.

A jovem Appolônia von Buettner, inteligente e ativa assentiu, em 1861, em ser professora. Foi nomeada, interinamente, para a cadeira de primeiras letras na Colônia São Pedro de Alcântara, região metropolitana de Desterro, hoje Florianópolis, a primeira colônia alemã em Santa Catarina.

Acostumada ao conforto e à riqueza, a família Buettner não se conformou com a precariedade dos cômodos que passaram a habitar, nos fundos da casa da escola. Tantas contrariedades e desgostos sucessivos quebraram o ânimo da Condessa Maria Poninska von Buettner que, após curta enfermidade, morreu em 1864, em São Pedro de Alcântara. Poucos anos depois a família Buettner se mudou para a Colônia Blumenau e, mais tarde, para Brusque.

O princípio da Buettner
Em 1873 Eduard von Buettner mudou-se de Blumenau para Brusque com a família, onde foi proprietário de uma loja de fazendas, secos e molhados e armarinhos, além de diversos outros empreendimentos.

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A “E. v. Buettner e Cia.”, precursora da Buettner S/A Indústria e Comércio foi fundada pelo filho primogênito Edgar von Buettner, tendo como sócia comanditária, a mãe Albertine, esposa do vendeiro Eduard von Buettner, como sócia comanditária, guardando relação com a produção artesanal de aventais por Albertine, toalhas de mesa, colchas e cortinas bordadas com máquinas à manivela por Idalina, esposa do filho Edgar.

Continua na próxima semana.

Fonte:
BUETTNER, Edgar Ricardo von. Dados do arquivo pessoal. Fornecido a Rosemari Glatz, por e-mail, no dia 14 de outubro de 2018.
KAMP, Marga Helga Erbe. Dados do arquivo pessoal. Fornecido a Rosemari Glatz, por e-mail, no dia 1º de março de 2018.