Iniciativa de creche de Brusque busca resgatar cantigas e brincadeiras folclóricas

Projeto será apresentado para comunidade escolar do CEI Helga Stoltenberg no segundo semestre

Iniciativa de creche de Brusque busca resgatar cantigas e brincadeiras folclóricas

Projeto será apresentado para comunidade escolar do CEI Helga Stoltenberg no segundo semestre

Os 86 alunos da Escola de Educação Infantil (CEI) Helga Stoltenberg participarão de uma tentativa de retomar brincadeiras antigas e cantigas de roda. Os trabalhos de pesquisa e demais atividades devem iniciar no segundo semestre deste ano. A estimativa é que o projeto tenha uma abrangência de até 300 pessoas.

O grupo de trabalho deve contemplar desde a equipe de educação até o ambiente familiar. Os contatos começam com o envolvimento de pais, crianças e o corpo técnico do CEI. Com o passar do tempo, tios, avós e comunidade também são esperados para contribuir.

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A iniciativa vem sendo discutida internamente e deve ser lapidada durante o período de recesso escolar. A tendência, segundo a diretora Carina Schulenburg Molverstet, é que o projeto seja detalhado durante os eventos promovidos para a comunidade escolar ao longo do ano. O trabalho será desenvolvido em paralelo às demais atividades.

Até a formulação da proposta, a escola não havia realizado projeto tão amplo sobre o assunto. Alguns trabalhos pontuais, desenvolvidos por professores, lembra, já tentavam abordar o folclore, mas com uma abrangência menor.

Desta vez, a intenção é reunir o maior número possível de fontes de informação. Devem participar todos os 13 professores e oito monitores responsáveis pelas crianças, com idades entre seis meses e três anos.

Resgate de valores
Para Carina, a necessidade de criar um trabalho voltado ao resgate folclórico e a importância das atividades foram abordados com as equipes internas com um documentário. Tarja Branca – A Revolução que Faltava, de 2014, foi apresentado em abril e tornou-se inspiração para os educadores. O distanciamento dos elementos folclóricos com a realidade da comunidade escolar já havia sido constatado durante reuniões pedagógicas.

“Muitas destas brincadeiras e cantigas se perderam. A vida de todo mundo está acelerada, todos com pressa. Não é nem que as famílias não querem, mas não conhecem e acabam optando por alternativas de entretenimento mais práticas, para compensar o tempo”, diz a diretora.

O cenário se reflete nas atividades diárias da escola. Muitas das cantigas e brincadeiras tradicionais do folclore brasileiro são desconhecidas tanto por alunos, quanto pelas famílias. “Algumas não conhecem as cantigas antigas, assim não há como estimular os filhos a conhecerem”.

A preocupação com esta mudança comportamental também é destacada pela coordenadora pedagógica, Tatiana Gripa. Na avaliação dela, além do resgate cultural, a proposta oportuniza uma retomada de valores.

Incentivo à brincadeira
De acordo com Tatiana, a pesquisa e o incentivo a uma rotina que permita mais brincadeiras são importantes para as crianças e os familiares, com ganho de mais qualidade de vida. Segundo a coordenadora, o ritmo mais acelerado e a presença massiva da tecnologia acabam tornando as práticas menos presente no dia a dia.

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A inserção de atividades mais complexas de forma lúdica no dia a dia dos alunos, descreve, se refletem no desenvolvimento cognitivo e pedagógico das crianças. Durante as brincadeiras, além do raciocínio e do planejamento, diferentes habilidades motoras são exigidas. “Sabemos que criança é movimento e brincadeira e, a partir disso, elas se desenvolvem muito”.

Antes de colocar o projeto em prática, a escola já desenvolvia estímulos à cantiga, com atividades itinerantes. Em uma delas, letras foram compartilhadas pelas famílias dos estudantes. Para a coordenadora, a iniciativa é uma boa chance para uma revisão dos hábitos do cotidiano das famílias.

De acordo com ela, incentivar uma dedicação maior das crianças para estas atividades lúdicas com o envolvimento dos pais estão entre as expectativas do grupo.

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