Iniciativas pública e privada planejam rota de cicloturismo em Guabiruba

Trajeto será parte de um circuito que também envolve Brusque, Botuverá, Gaspar e Nova Trento

Iniciativas pública e privada planejam rota de cicloturismo em Guabiruba

Trajeto será parte de um circuito que também envolve Brusque, Botuverá, Gaspar e Nova Trento

Guabiruba terá uma rota oficial de cicloturismo elaborada em parcerias formadas por entidades empresariais e o poder público.

A organização do trajeto está sendo realizada pelo Vale dos Teares Convention Visitors Bureau e pela Associação de Ecoturismo, Preservação e Aventura do Vale do Itajaí (Assepavi), contando com apoio do Sesc, do Sindicato do Comércio Varejista de Brusque (Sindilojas) e da Associação Empresarial de Brusque (Acibr). O projeto está previsto para ser concluído no primeiro semestre de 2019.

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O propósito, de acordo com o secretário-executivo do Vale dos Teares Convention Visitors Bureau, Sidnei Dematé, é destacar cada um dos cinco municípios com um valor turístico diferente.

“Nova Trento tem o turismo religioso, Botuverá tem as cavernas e as cachoeiras, Guabiruba possui o ecoturismo e sua cultura, enquanto Brusque tem seu foco no comércio e na rede hoteleira e Gaspar possui a Rota das Águas e a primeira igreja adventista do Brasil”, explica.

Inspirado em modelos aplicados em países como Holanda e Alemanha, o circuito turístico formado pelos cinco municípios terá como público-alvo inicial os mochileiros e os cicloturistas.

Dematé lembra que a região recebe o reforço no turismo enquanto está inclusa do Caminho da Mata Atlântica (projeto de trilha de 3 mil km que percorre Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro). Além disso, o novo circuito também complementa o turismo de todo o Vale do Itajaí, que já conta com o Circuito do Vale Europeu.

“Existe uma demanda crescente por este tipo de turismo. As pessoas querem vir para passar mais de um dia. Querem conhecer mais, ter mais experiência, mais imersão. Estamos falando de um público que passa a maior parte do ano em grandes cidades, em selvas de pedra, e querem locais diferentes”, conta.

Cada um dos cinco municípios terá uma rota turística com pontos iniciais e finais. Cada uma pode ser concluída pelo turista em um dia. A ideia é que o turismo no circuito não seja sazonal, mas sim constante, para alavancar o crescimento dos municípios. “Haverá cultura e valor agregado no percurso. Num dia o cicloturista vem sozinho, depois ele gosta e volta, de carro, com a família, para aproveitar mais uma vez”, prevê Dematé.

O projeto do circuito passou pela etapa de viabilização, com as entidades privadas firmando acordos com as prefeituras e câmaras municipais de cada uma das cidades-membros. Além disso, foram identificados grupos de trabalho que serão responsáveis pela manutenção de cada uma das rotas. Brusque e Gaspar ainda não têm estes grupos. Em Guabiruba e Botuverá, quem assume é a Assepavi. Em Nova Trento, o Pedala Trento fica responsável pelas funções.

A etapa atual consiste nos procedimentos técnicos. É neste momento que são elaborados percursos e distâncias, além de levantamentos de dados e delimitações sobre cada rota. “Depois desta fase, tudo fica mais ágil. Passamos pela implantação, com as sinalizações, placas e informações contidas nos locais, o lançamento e a divulgação. A partir de então, vem a parte mais difícil, que é a manutenção: manter o projeto”, conta.

As entidades responsáveis pela manutenção integrarão comissões para impedir que o projeto seja esquecido ou fique desatualizado.

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“Não podemos deixar apenas a cargo das prefeituras, porque sabemos por experiência própria que projetos como este podem ser até mesmo descontinuados, ou ter uma sequência vinda de uma gestão nova que não possui as informações ou o conhecimento adequado. A ideia é que haja um suporte por parte deles”, afirma Dematé.

Apesar do apoio público, a expectativa do Vale dos Teares Convention Visitors Bureau é de que não haja grandes investimentos com verba pública. Entre os motivos, está a ausência de grandes pagamentos regulares, como os para funcionários. Seriam pequenas questões, como a manutenção de trilhas e de sinalizações.

Para o secretário-executivo, a baixa ocupação da rede hoteleira na região pode acabar recebendo reforços importantes à medida que mais pessoas conheçam e passem peço circuito.

Entre os benefícios para os municípios, Dematé avalia que as rotas vão também estimular a população a investir nos locais, identificando oportunidades e arrecadando “dinheiro novo” que vem ao município, fortalecendo o apoio da iniciativa privada. Patrocinadores também deverão ser atraídos ao projeto.

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