Intenções do tênis brusquense é conseguir o quarto lugar no Jasc

Coordenador de tênis aponta três outros municípios como favoritos. Intenção é abocanhar pelo menos o quarto lugar

Intenções do tênis brusquense é conseguir o quarto lugar no Jasc

Coordenador de tênis aponta três outros municípios como favoritos. Intenção é abocanhar pelo menos o quarto lugar

Brusque é reconhecida, a âmbito estadual e nacional, como um celeiro de tenistas. Atletas como André Baran – que já dividiu quadra com Gustavo Kuerten – e João Vitor Walendowsky, promessa olímpica segundo a própria Confederação Brasileira de Tênis – mostram a força que o município tem na modalidade.

Os trabalhos de base feitos pela Sociedade Bandeirante e pelo Clube Esportivo Guarani continuam revelando novas promessas, como Natalia Tormena, jovem de 14 anos e atual líder do ranking da Federação Catarinense de Tênis.
Mesmo assim, dos seis atletas que irão representar Brusque nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), somente três são naturais do município, enquanto outros três são de fora. Os gaúchos Felipe Brandão e Oscar José Gutierrez, juntamente com Rodrigo Scheffer, de Florianópolis, foram contratados pela Fundação Municipal de Esportes (FME) para jogar por Brusque.

Segundo o coordenador da equipe brusquense, Sandro Gracher Baran, a contratação de atletas de fora foi necessária pela ausência de tenistas profissionais naturais de Brusque. “Mesmo com o trabalho de base realizado no município, falta estrutura para profissionalizar. Normalmente, após os 16 anos, o tenista decide trabalhar e deixar de se dedicar ao esporte”, explica.

Foco é o quarto lugar
Sincero, Baran rechaça as chances de que os tenistas brusquenses subam ao pódio. Para ele, o investimento em atletas feito por outros municípios é superior, o que dificulta a projeção de medalhas. “Aponto três equipes como favoritas: Itajaí, atual campeã dos Jasc, Joinville, vice, e Florianópolis, tradicional na modalidade. Brusque corre por fora”.

Baran sustenta sua opinião observando o ritmo dos oponentes. Segundo o coordenador do tênis, o calendário dos atletas de outras equipes é intenso, com competições internacionais, treinos e atividades físicas o ano todo. Já Brusque conta com atletas sem o mesmo ritmo, apesar de manterem-se em competições.
Dentre as três equipes apontadas por Baran como as mais fortes da edição, ele destaca Itajaí, por ironia, justamente em razão de a equipe contar com um atleta brusquense. João Vitor Walendowsky está entre as contratações do município vizinho que vem investindo pesado em atletas no intuito de erguer o troféu geral da competição em casa.

Falta profissionalização
Apesar das revelações constantes de ‘promessas’ do tênis, poucos jovens seguem a vida como atletas profissionais em Brusque. Segundo Baran, o município não conta com estrutura e aporte financeiro para treinos de rendimento com tenistas adultos.

Para o coordenador, que é pai dos tenistas profissionais Ana e André Baran, a falta de incentivo financeiro e estrutural desestimula atletas a continuarem praticando esporte. Pelos cálculos dele, que também jogou profissionalmente por 25 anos, um tenista ‘custa’ R$ 20 mil por mês. “São despesas com viagens, treinamentos, estadias, competições e outros gastos”.

O Bolsa-Atleta, incentivo do governo federal, paga para tenistas o valor de R$ 3,1 mil mensais. “Hoje, o governo municipal ajuda mais os atletas do que o federal”, afirma Baran. Mas o ex-atleta acredita que o setor privado colabore ainda menos com os tenistas. Para ele, o governo deveria investir em estrutura e assessoria dos atletas, enquanto o dinheiro viria das empresas interessadas no desenvolvimento do esporte. Mas isso não é o que acontece. “As empresas não ajudam o tênis brusquense”, afirma. Baran cita Itajaí como exemplo de município que investe na profissionalização de atletas. Hoje, a cidade vizinha tem estrutura para um melhor rendimento de tenistas, com o Itamirim Clube de Campo.

Tênis nos Jasc

A modalidade será praticada nos dois naipes, mas Brusque terá apenas atletas disputando o masculino. São cinco dias de competições. Em cada duelo entre municípios, quatro atletas brusquenses precisam superar, individualmente, quatro tenistas adversários. Avança a equipe que derrotar o maior número de oponentes no duelo. Se necessário for, em caso de empate, haverá um quinto confronto, este em duplas.
Tenistas representantes de Brusque nos Jasc:
Atleta/Naturalidade

André Baran SC
Samuel Walendowsky SC
Felipe Jacomossi SC
Rodrigo Scheffer SC
Oscar Gutierrez RS
Felipe Brandão RS

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