Janeiro Branco alerta para prevenção do bem-estar e saúde mental

Psicólogos destacam necessidade de cuidados preventivos

Janeiro Branco alerta para prevenção do bem-estar e saúde mental

Psicólogos destacam necessidade de cuidados preventivos

Além do período de férias e festas, o início do ano também é marcado pela mobilização de profissionais pela preservação da saúde mental. Durante o Janeiro Branco, o tema é reforçado entre psicólogos, como forma de estimular a prevenção de distúrbios, doenças e a melhoria da qualidade de vida.

A escolha do período, segundo o psicólogo Jones Dias, aproveita o estímulo de renovação de planos e metas. O foco no bem-estar também abre espaço para a tentativa de superar preconceitos sobre o acompanhamento periódico. Monitorar a saúde mental, afirma, deveria estar entre as preocupações de rotina ao longo do ano, como uma prevenção aos problemas psicológicos mais graves.

Ele ressalta a necessidade de um bem-estar físico e mental para que a pessoa possa ser descrita como saudável, segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Muitas pessoas buscam um psicólogo só quando já estão com algum sofrimento instalado e acabam não atentando para a manutenção da saúde mental”, resume.

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De acordo com ele, há um movimento crescente na atenção das pessoas sobre o tema, muito inspirados em ações de conscientização semelhantes. Ele cita como exemplo os trabalhos feitos durante o Setembro Amarelo, voltado à prevenção contra casos de suicídio.

Dificuldades culturais
Apesar da constatação, o preconceito e o desconhecimento ainda são barreiras para que a manutenção da saúde mental entre na rotina das famílias. Dias indica fatores culturais como agravantes para a situação. O estresse, a falta de momentos de relaxamento, aliados a uma rotina cada vez mais agitada também costumam ter efeitos na condição diária.

Para superar o cenário, a divulgação sobre o tema e a atenção de pais e familiares são indicados como aliados importantes. Como parte das pessoas possuem dificuldade de externalizar frustrações e sentimentos, sobretudo adolescentes e crianças, alterações comportamentais devem ser encarados como um alerta, de acordo com o especialista.

Publicações direcionadas para este público, afirma, costumam ser eficientes na aproximação. Com o acompanhamento regular, destaca a possibilidade de melhoria na qualidade de vida em situações de rotina. “Em vários momentos chegam nos consultórios pessoas sem habilidade social e que sofrem por problemas simples, como comportamentos que desagradam na rotina de trabalho”, relata.

Gerações diferentes
A psicóloga Maria Verônica Zink destaca a importância de se abordar o tema após o período de festas de fim do ano. De acordo com ela, nele, as demandas costumam ser maiores para o setor. “Acaba sendo um período que as pessoas trabalham mais e estão mais estressadas. Quem perdeu algum familiar ou mora sozinho costuma apresentar mais saudade e tristeza. Também tem a ansiedade com o início do ano e os projetos”.

Na avaliação dela, tanto o Janeiro Branco, quanto o Setembro Amarelo tem um papel importante em desmistificar os fatos sobre a psicologia e a saúde mental. Muitos dos traumas e angústias, descreve, poderiam ser evitados com o simples ato de conversar e se expressar.

A psicóloga reforça a necessidade do apoio de profissionais especializados para qualquer variação de estado psicológico. Costuma ser comum a pessoa recorrer ao tratamento médico até ser encaminhado para um especialista.

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Lidar com a saúde mental como algo banal é indicado por ela como um ponto prejudicial para quem demanda tratamento. Pela sua experiência diária, o comportamento tem sido menos recorrente entre a população mais jovem. Entre este público, relatos de ausência de convívio familiar devido às rotinas de trabalho extensas costumam ser recorrentes.

“Falar é terapêutico”
As necessidades indicadas pelos psicólogos também fazem parte da rotina do Centro de Valorização da Vida (CVV). O voluntário Fernando Poli, reforça que não há semelhanças entre os serviços prestados com a área, mas que a disponibilidade das pessoas para ouvir é positivo para boa parte dos casos.

Apesar de um ato simples, a disponibilidade de ouvir, sem julgamentos, não costuma ser comum no dia a dia das pessoas. Com o crescimento de casos de depressão e a dificuldade de se falar sobre as doenças mentais, ele acredita ser importante abordar o tema como parte da prevenção. “Falar é terapêutico. Muitas vezes não temos com quem falar”.