Justiça ouve cinco testemunhas de acusação no caso Chico Wehmuth

Suspeita de ter assassinado o empresário e as testemunhas de defesa devem ser interrogadas no dia 21 de julho

Justiça ouve cinco testemunhas de acusação no caso Chico Wehmuth

Suspeita de ter assassinado o empresário e as testemunhas de defesa devem ser interrogadas no dia 21 de julho

A audiência de instrução e julgamento de Sandra Maria Bernardes, suspeita de ter assassinado o empresário Chico Wehmuth, ouviu ontem à tarde apenas cinco testemunhas de acusação. Por causa da ausência de duas testemunhas e a necessidade de ouvir uma terceira pessoa, foi marcada uma nova audiência para o dia 21 de julho, onde serão ouvidas também a ré e as testemunhas de defesa.

Isabela Ramos Philippi, promotora do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), solicitou que, além das duas testemunhas de acusação que faltaram à audiência, outras duas fossem inquiridas. No entanto, o juiz Edemar Leopoldo Schlosser, da Vara Criminal da comarca de Brusque, autorizou que apenas uma delas seja ouvida.

Sendo assim, nem as testemunhas de defesa e nem a acusada deram seus depoimentos para não ocorrer uma alteração na ordem da coleta de provas. Na próxima audiência serão ouvidas as três testemunhas de acusação, três da defesa, além do interrogatório de Sandra Maria Bernardes. Essa é uma fase instrutória do caso, onde são ouvidas todas as partes e apresentadas as provas, após esse procedimento é que será definido se a ré irá ou não a júri popular pelo crime de homicídio.
Relembre o caso

Wehmuth era um dos sócios da Quimisa S/A, além de ter sido candidato a prefeito de Brusque no ano 2000 e secretário de Desenvolvimento Econômico do município entre 1991 e 1994. Ele passou mal na noite do dia 28 de junho e foi levado ao Hospital Azambuja. Depois de algumas horas ele acabou falecendo. O laudo cadavérico apontava que o empresário havia ingerido o pesticida Aldicarbe, conhecido também como Chumbinho, comumente utilizado contra ratos.

A partir desse momento, a Polícia Civil trabalhou com as hipóteses de suicídio e assassinato. Durante a investigação, diversas pessoas foram ouvidas e, como não havia evidências de que o empresário tinha depressão ou algum motivo para atentar contra a própria vida, a delegacia da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Brusque começou a suspeitar do homicídio e as investigações levaram até a ex-companheira de Wehmuth, Sandra Maria Bernardes.

Alex Bonfim Reis, delegado da DIC que comandou as investigações, encaminhou o inquérito policial para o Ministério Público em janeiro deste ano, mas não foi necessário pedir a prisão preventiva dela, já que a suspeita colaborou durante todo o processo de investigação da Polícia Civil.

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