“É uma conduta leviana”: diretora acusada de assédio moral em creche de Brusque se manifesta
Acusações foram feitas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque
Kelly Cristina Bergler, diretora do Centro de Educação Infantil (CEI) Bisa Olga Fischer, se manifestou ao jornal O Município após ser acusada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (Sinseb) de assédio moral, abuso de poder e perseguição. Segundo ela, as denúncias são infundadas e surpreenderam até mesmo a equipe.
A diretora afirma que pretende adotar as medidas cabíveis diante da situação. De acordo com Kelly, tanto a direção da unidade quanto a Secretaria de Educação desconhecem as denúncias. Ela destaca ainda que sempre esteve aberta ao diálogo.
“O trabalho aqui é feito com responsabilidade, respeito e transparência. Considero o CEI Bisa Olga Fischer uma referência no município. Neste momento, estamos focados na preparação para o desfile e na inauguração de uma sala de robótica. Por isso, tudo isso foi uma grande surpresa para mim”, afirma. Ela classifica as acusações como uma “conduta leviana”.
Sobre as críticas envolvendo abuso de poder, Kelly nega qualquer excesso de autoridade, mas reforça que “as regras existem para serem cumpridas”. Ela explica que a unidade conta com cerca de 80 profissionais e atende aproximadamente 300 crianças, funcionando das 4h30 às 18h.
“Sou uma diretora que cumpre com seus deveres. É uma escola grande, com muitos funcionários, mas tudo é conduzido com respeito e responsabilidade. Inclusive, no final de 2024, passei por uma avaliação dos servidores em que 92% dos que responderam, 89% avaliaram a gestão de forma muito positiva”, conclui.
As denúncias
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque e Região (Sinseb) divulgou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira, 30, denunciando casos de abuso de poder no CEI Bisa Olga Fischer.
Segundo a presidente do Sinseb, Tânia Mara Vieira Pompermayer, funcionários da unidade estariam sendo vítimas de assédio moral, abuso de autoridade e perseguição. As acusações são direcionadas à diretora da creche.
“Essa diretora se acha a dona da escola”, diz Tânia. “Vários funcionários já registraram denúncia na ouvidoria da Secretaria e a secretária senta em cima das denúncias e não faz nada”, completa.
Ela acrescenta que a Secretaria de Educação tem conhecimento das denúncias, mas não tomou providências. “Chega de professor, servente, monitor e merendeira sendo perseguidos, sendo tratados como na época da escravidão”.
A presidente do sindicato conclui dizendo que, apesar das tentativas de resolução, nenhuma medida efetiva foi adotada até o momento.
Secretária rebate acusação de omissão
Franciele Mayer, secretária de Educação, afirma que trata com seriedade todas as manifestações relacionadas ao ambiente escolar, inclusive as que envolvem denúncias de assédio moral.
“Sempre que uma denúncia chega até nós, seja sobre alimentação escolar, organização da unidade, desrespeito ou questões administrativas, a equipe da Secretaria atua prontamente, por meio de visitas, reuniões, escuta, orientações e acompanhamento técnico nas unidades”, declara.
Ela explica que o CEI possui 74 profissionais trabalhando em dois turnos, o que exige dedicação contínua, diálogo institucional e ações permanentes entre a gestão, a equipe pedagógica e a comunidade escolar.
“As atribuições do diretor escolar envolvem a mediação de conflitos, a organização das equipes e a definição de rotinas que, muitas vezes, não podem ser ajustadas a interesses pessoais. Não é prudente imputar conduta criminosa a um diretor escolar por cumprir as atribuições legais de sua função”, ressalta.
Franciele reconhece que há diferentes perfis entre os mais de 60 diretores da rede municipal, mas destaca que, mesmo diante da complexidade da administração pública, esses profissionais são comprometidos e exercem um papel relevante no serviço público. A secretária frisa que a pasta recebe manifestações e críticas relacionadas a todos os estilos de gestão.
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