Homens envolvidos em assassinato em Botuverá são condenados a penas que somam mais de 100 anos
Ministério Público como um caso relacionado ao “Tribunal do Crime”
Três homens foram condenados pelo homicídio de Douglas Daniel Miranda Negrão, conhecido como “Boris”, em uma trilha em Botuverá. O crime ocorreu em 2023 e foi classificado pelo Ministério Público como um caso relacionado ao “Tribunal do Crime”. Somadas, as penas passam dos 110 anos.
O julgamento foi realizado na última sexta-feira, 5.
Na ocasião, Douglas foi sequestrado em casa, no bairro Águas Claras, na noite de 9 de março de 2023. No dia seguinte, foi executado em Botuverá. O corpo foi enterrado em uma área de mata e encontrado apenas 41 dias depois. A denúncia do Ministério Público apontava inicialmente cinco acusados, mas um deles acabou falecendo durante as investigações, após um confronto com a Polícia Civil do Pará. Já a quinta pessoa, é uma mulher que está foragida e será julgada quando localizada.
Segundo a investigação, o crime foi ordenado por integrantes de facções criminosas após a descoberta de que a vítima era enteada de um policial militar e havia comprado drogas de um grupo rival.
Os três homens foram condenados na audiência de instrução e julgamento, com penas de 34, 36 e 44 anos.
A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, realizou naquela época uma série de diligências policiais, entre elas oitivas de testemunha, coleta de imagens, análise de dados, cruzamento de informações, representação por diversas medidas cautelares, entre outras diligências, que culminaram na identificação dos cinco suspeitos de participarem do crime.
O Ministério Público, por intermédio da 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Brusque, no decorrer da audiência, elogiou o trabalho desempenhado pelos investigadores, sendo fundamental para o deslinde da ação penal e condenação dos réus.
Eles já estavam presos preventivamente e deverão cumprir a pena imposta em regime inicial fechado.
Detalhes do crime
As investigações contidas na denúncia do MP apontam que o grupo responsável pela ação utilizou um Fiat Palio para se deslocar até a casa da vítima. Dois dos envolvidos desceram do veículo e abordaram Douglas com violência, proferindo ameaças como “filho de policial tem que morrer”.
A vítima era enteada de um policial militar que atuava no Pará, fato que, segundo a denúncia, contribuiu para a motivação do crime.
Durante a abordagem, um dos autores afirmou fazer parte do Comando Vermelho (CV), contando com o apoio dos demais. Após a intimidação, Douglas foi forçado a entrar no carro e levado até uma residência na localidade de Águas Negras, em Botuverá, onde permaneceu em cárcere até o dia seguinte, 10 de março.
O imóvel era de uma mulher que, conforme a denúncia, cedeu o local para o cativeiro e participou ativamente do plano. Outro envolvido se juntou ao grupo nesse momento, também consciente da operação criminosa.
No dia seguinte, a vítima foi conduzida à força por uma trilha próxima à casa usada como cativeiro e executada com disparos de arma de fogo. Um vídeo obtido na investigação mostra os envolvidos armados e interagindo com Douglas momentos antes do crime.
O corpo foi enterrado em uma cova rasa a cerca de 230 metros da estrada principal e só foi encontrado em 20 de abril, em estado avançado de decomposição. Laudo pericial confirmou múltiplas fraturas na cabeça e mandíbula, compatíveis com lesões por arma de fogo.
No dia seguinte ao assassinato, a companheira de Douglas recebeu uma mensagem enviada do celular dele. O aparelho havia sido conectado a uma rede wi-fi da residência onde ele foi mantido em cativeiro, o que reforçou os indícios contra os investigados.
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