Leitos pediátricos do Hospital Azambuja não chegam a ter metade da ocupação

Hoje, apenas 45% das vagas são ocupadas na unidade hospitalar; número de leitos tem reduzido drasticamente no estado

Leitos pediátricos do Hospital Azambuja não chegam a ter metade da ocupação

Hoje, apenas 45% das vagas são ocupadas na unidade hospitalar; número de leitos tem reduzido drasticamente no estado

Devido ao baixo volume de atendimentos, a ocupação dos leitos pediátricos do Hospital Azambuja não ultrapassa 45% de ocupação. Atualmente, são 13 vagas de internação para crianças e adolescentes disponíveis na unidade. O número de vagas é estável nos últimos anos, diferente de outros municípios de Santa Catarina.

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) revelou que o estado perdeu 584 leitos pediátricos ao longo dos últimos seis anos. Atualmente são 1.150 leitos. A queda, que representa 34% nas vagas de internação para crianças e adolescentes de até 18 anos entre 2010 e 2016, foi a segunda pior do país.

O estado ficou apenas atrás de Sergipe (-45%). O levantamento foi feito a partir do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde, e inclui leitos do SUS e de hospitais privados. Florianópolis teve a pior queda entre as capitais. Nos últimos seis anos a redução foi de 53%, passando de 77 para 36 leitos.

O administrador do hospital, Fabiano Amorim, diz que é necessário avaliar alguns aspectos quando se fala no assunto. Segundo ele, a demanda de internações que se tinha há 15 anos não existe mais hoje. Ele justifica que os procedimentos que antes necessitavam de repouso na leito pediátrico foram substituídos. “A demanda por pediatria normal reduziu. Antigamente, quando se tinha pneumonia era preciso injetar um antibiótico, não tinha outro. Hoje tem antibiótico via oral que funciona muito melhor”.

Por outro lado, o Azambuja busca implantar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, que Amorim considera uma das demandas mais urgentes. O projeto foi aprovado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina, porém, necessita de recursos do governo federal para sua execução e neste momento não há liberação de verba. “A necessidade de leitos de UTI Neonatal aumentou. As mulheres estão tendo filhos mais tarde – 40/45 anos -, e outras muitos novas – 13/ 14 anos -, o que antigamente era uma média de 18 a 25/30 anos, no máximo. Com isso, acabam tendo complicações e as crianças precisam da UTI”, explica.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Santa Catarina – Regional Brusque, Laércio Cadore, destaca que o município está num patamar melhor do que outras cidades de Santa Catarina. “O Azambuja tem suprido a demanda, muito porque há o suporte do ambulatório. Além disso, os pais também não esperam a situação de saúde do filho se agravar para levá-lo ao hospital e precisar de uma internação”.

UTIs Neonatais
No Brasil faltam 3,2 mil leitos de UTI Neonatais, conforme a SBP. Segundo a entidade, são necessários ao menos quatro leitos do tipo por mil nascidos vivos. A taxa atual no Brasil é de 2,9. Em Santa Catarina, o cenário é pior: são 2,42. Os 226 leitos de UTI Neonatal são insuficientes para atender a demanda.

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