O Hospital Azambuja viu a sua demanda crescer exponencialmente nos últimos meses devido, sobretudo, ao fechamento do Hospital e Maternidade de Brusque. Segundo dados da instituição, são feitos, em média, mais de 15 mil atendimentos todo mês. Esse número inclui o pronto-socorro e ambulatório – tanto SUS quanto convênios.

Para atender toda esta demanda, são necessários mais de 400 funcionários, e 112 médicos se revezam nos atendimentos. O número de cirurgias realizadas também cresceu.

Hoje, você vive o mundo da informática. Naquele tempo, vivia-se o tempo da anotação à caneta e à lápis

Em 2015, a média de cirurgias realizadas no Azambuja foi de 538; em 2016, passou para uma média de 553 por mês; e nos primeiros quatro meses deste ano, a média foi de 655 cirurgias mensais. Segundo o administrador do hospital, Fabiano Amorim, apesar do crescimento na demanda, a taxa de ocupação dos leitos é de, em média, 61%, com pico de 75%.

Na avaliação do administrador, os números demonstram que o Hospital Azambuja está apto a absorver as necessidades da comunidade de Brusque.

Padre Nélio lê o livro de atas, escritas manualmente, das primeiras décadas quando chegou ao hospital. Foto: Marcos Borges

Azambuja e a inovação
Para chegar aos 115 anos, o Azambuja precisou se inovar. Desde quando funcionava em um barracão, atrás do atual prédio do museu, a casa hospitalar se renovou para atender à comunidade. O diretor administrativo padre Nélio Roberto Schwanke, 66 anos, assistiu e conduziu boa parte dessa inovação. O arcebispo de Florianópolis, Dom Afonso Niehues, nomeou-o para o cargo em 14 de janeiro de 1984.

Padre Nélio já conhecia o Hospital Azambuja, pois havia estudado no seminário,
que fica do outro lado da rua. Quando assumiu, encontrou vários desafios. “Hoje, você vive o mundo da informática. Naquele tempo, vivia-se o tempo da anotação à caneta e à lápis”.

“A primeira preocupação foi ajeitar a UTI, porque até então todos os doentes eram transferidos para Blumenau, a reboqueterapia. Sexta-feira e fim de semana, as transferências para o Hospital Santa Isabel eram uma constante. A construção da UTI era importante”, lembra o padre Nélio.

Assim como construiu a UTI, foi também padre Nélio o responsável por conversar com a Casa Provincial para trazer as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus para Brusque, em 1985, para ajudar a tocar o hospital.

Durante os últimos 33 anos, padre Nélio está à frente do hospital. Ele conta que já percorreu a cidade em busca de recursos para fazer obras. Foram algumas noites mal dormidas para conseguir pagar pela UTI, lembra o diretor.

Mesmo com dificuldade, o hospital sempre se reinventou. Padre Nélio diz que a intervenção da prefeitura em 2013 foi um “período de turbulência”, mas que significou uma melhora porque depois os recursos financeiros começaram a aparecer em maior volume.

Nova logo
O Administrador do hospital explica que uma empresa foi contratada para desenvolver a novo logo. O selo será usado em e-mails e outros materiais de comunicação interna e externa. O principal diferencial da nova logo é que ela leva o nome “Azambuja”, em vez de “Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux”.

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