Mancha no rio Itajaí-Mirim chama atenção da população no bairro Jardim Maluche

Fundema recebeu duas denúncias de descarte de efluentes na manhã de segunda-feira, 17 de fevereiro

Mancha no rio Itajaí-Mirim chama atenção da população no bairro Jardim Maluche

Fundema recebeu duas denúncias de descarte de efluentes na manhã de segunda-feira, 17 de fevereiro

Uma mancha verde no rio Itajaí-Mirim, próximo à ponte do bairro Jardim Maluche, chamou a atenção dos brusquenses que passaram pela avenida Beira-Rio na manhã de segunda-feira, 17 de fevereiro. A mancha pode ser resultado de um descarte de efluentes têxtil feito por uma empresa durante a madrugada.

Segundo o superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), Diego Furtado, o órgão chegou a receber duas denúncias sobre a coloração diferente do rio. “Recebemos duas denúncias, uma de um morador da localidade da Varginha e outra de uma pessoa que passava pela avenida Beira Rio”, diz.

De acordo com ele, o descarte foi feito durante a madrugada no ribeirão da Varginha, próximo ao bairro Rio Branco, e se espalhou para o rio Itajaí-Mirim com o passar do tempo. “Temos entendimento que a mancha vista no rio Itajaí-Mirim veio do mesmo descarte feito no ribeirão da Varginha. A noite foi descartado lá, e com o passar das horas foi para o Itajaí-Mirim”.

No entanto, Furtado explica que a mancha vista no começo da manhã já não era mais o efluente, e sim o resquício do que foi despejado nas águas durante a madrugada. “Quando as pessoas começaram a ver a mancha no rio, já não existia mais nada. O que existiu foi de noite. Eles fizeram o descarte à noite e no fundo ficou o lodo que é o resquício do descarte. As pessoas viram o lodo e acharam que era o efluente”.

Apesar de constatar o descarte, Furtado afirma que a Fundema não pode fazer o auto de infração, já que as denúncias não podem provar a ação. “Uma vez que já aconteceu o descarte, não tem como comprovar. A gente até suspeita de qual empresa pode ter saído, mas para fazer um auto de infração precisa ter a prova, fazer a coleta de efluentes. Depois que aconteceu não tem mais como”.

Furtado destaca ainda que o órgão deve aumentar a fiscalização no local. “É importante, seja qual for o horário, que as pessoas liguem para o plantão da Fundema. O momento que está sendo feito o descarte é o ideal para ligar para o fiscal. Ele vai até a empresa e faz o flagrante. Quando isso não é possível, cabe a nós intensificar a fiscalização na localidade que está acontecendo esse problema”.


>> Confira matéria completa na edição do jornal Município Dia a Dia de terça-feira, 18 de fevereiro
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